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Ex-bolsista monta projeto de ensino de alemão em universidade

Ao retornar para o Brasil após a temporada de estudos na Alemanha, o ex-bolsista do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF), Ednilson Barros Barroso, resolveu começar um projeto para o ensino da língua alemã na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e assim ajudar os colegas que também pretendem participar de uma experiência internacional.

 

Ao retornar para o Brasil após a temporada de estudos na Alemanha, o ex-bolsista do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF), Ednilson Barros Barroso, resolveu começar um projeto para o ensino da língua alemã na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e assim ajudar os colegas que também pretendem participar de uma experiência internacional.

"No Maranhão, não há instituições que ofereçam cursos de alemão, a própria UFMA não oferece cursos de alemão para os estudantes, apenas inglês, espanhol e francês. É grande a carência e as oportunidades são, por isso, limitadas", explica o estudante de Licenciatura em Ciências Naturais. O projeto teve o apoio da direção do Campus e da Reitoria da UFMA, e Ednilson recebe uma bolsa para oferecer o curso em 8 horas semanais, dividido em dois grupos de estudo.

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Durante a própria seleção para o CsF, o estudante já percebeu como um auxílio no idioma poderia reforçar a capacidade de internacionalizar a instituição. "Lembro-me que no mesmo período que eu me candidatei à uma vaga do Ciência sem Fronteira, outros três estudantes da minha turma candidataram-se às vagas, porém não obtiveram êxito, pois eles não tinham como comprovar proficiência do referido idioma. Daí surgiu a proposta de oferecer um curso de alemão de forma lúdica, para que estudantes e professores do Campus VII da UFMA pudesse ter chances como eu tive", conta.

Segundo o ex-bolsista, o curso está sendo muito bem recebido pelos colegas estudantes e também pela comunidade acadêmica. O projeto foi apresentado em forma de pôster na 67ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e recebeu elogios dos visitantes e da comissão avaliadora.

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Trajetória
Natural do município de Timbiras, com uma população de pouco mais de 28 mil habitantes, Ednilson teve a oportunidade de realizar em 2010 um intercâmbio de um mês na Alemanha a partir do trabalho realizado por uma associação comunitária. "Foram 30 dias de grandes experiências. O intercâmbio mudou a minha vida, pois a partir dele, eu passei a acreditar que tudo era possível, daí a ideia de retornar à Alemanha por um tempo maior, com o intuito de adquirir experiências acadêmicas, culturais, sociais e políticas. Inicialmente foi muito complicado, pois na minha cidade não há instituições que oferecem cursos de alemão, mas isso não foi o maior obstáculo, pois a família que me hospedou na Alemanha, me presenteou com livros de alemão para que eu pudesse aprender o idioma, então foram dias de lutas e de muita perseverança."

O estudo de alemão foi realizado basicamente por conta própria. "Inacreditavelmente eu tenho o orgulho de dizer que consegui dar os primeiros passos, continuei estudando sozinho, por meio dos livros, de vídeos do youtube, e também recursos didáticos da internet. E com a ajuda financeira da família alemã, eu consegui me deslocar para Belém-PA, para realizar o teste OnDaf, conseguindo obter o nível A2", conta o Ednilson.

De acordo com o estudante, a seleção para o Ciência sem Fronteiras aconteceu sem maiores percalços. O Programa ainda deu a oportunidade de realizar dois cursos de alemão para que Ednilson chegasse mais preparado para sua experiência no exterior. "Felizmente eu não tive nenhum problema quanto à seleção do programa, consegui participar de todas as etapas. Na época eu tinha obtido o nível mínimo exigido pelo programa (A2), ganhando assim uma complementação de estudos, um curso online antes da minha viagem e um curso presencial ao chegar à Alemanha."

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Ednilson foi para a Universidade de Münster (Westfäliche-Willhelms Universität Münster) em Münster. "Ao chegar no país, fui bem recebido por meus amigos da cidade de Münster. Todos estavam felizes e orgulhosos por eu ter batalhado e conseguido voltar à cidade e por um tempo mais longo. A família ficou muito feliz e eu pude ficar morando com eles os três primeiros meses, para que eu pudesse adquirir experiências e adaptação para que depois eu pudesse ir viver com outros estudantes. O tempo que fiquei com eles foi muito especial, eles me ensinaram tudo que eu precisava para me tornar uma pessoa independente", revela.

A experiência no exterior
O período na Alemanha foi de experiências positivas, mas também momentos difíceis em que foi preciso força de superação, conta o estudante maranhense. "Os dois primeiros meses foram uma maravilha, onde eu apenas estava estudando o idioma e me adaptando ao local, conheci pessoas de outros países, aprendi muito sobre a cultura e costumes. Pensei que, realmente, estava preparado para os estudos. Quando cheguei no primeiro dia de aula, quando o professor começava a explicar a aula, eu não conseguia entender uma única frase, as palavras flutuavam em minha mente, sem mesmo uma ordem gramatical, sem sentido algum. Isso me deixava confuso e então começava também o desanimo, eu não conseguia compreender nada. O medo tomava conta de mim e a timidez. Para mim não era normal ver mais de 200 pessoas em uma sala enorme. E por incrível que pareça, a gente pensa que todos estão a olhar para você."

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O ex-bolsista encontrou na sistematização do estudo e nos colegas alemães uma maneira de ultrapassar suas dificuldades. "Minha força de vontade era maior, então eu anotava o que o professor mostrava nos slides e quando chegava em casa, eu procurava a metodologia mais rápida e prática para que eu pudesse compreender todo aqueles conteúdos passados na sala de aula. Liguei para meus amigos da Alemanha e pedi ajuda, até que eu consegui me adaptar ao idioma, esquecendo um pouco o português, para que o idioma alemão pudesse fluir. Foi assim que consegui melhorar meus conhecimentos no idioma e consegui tirar notas boas", revela.

Entre as melhores experiências, Ednilson destaca as aulas práticas, excursões e o trabalho comunitário que desenvolveu. "Realizamos uma grande excursão na Romênia, foram 13 dias de muito conhecimento e aventuras. Depois uma excursão de três dias para o Winburgpark na Alemanha central. Além do trabalho da Universidade, eu participava ativamente do grupo de Jovens da Associação Arco-Íris Münster, desenvolvi um projeto na escola Thomas Morus, onde pude mostrar um pouco da nossa cultura nordestina, trazendo o festejo junino para a Escola, montei uma quadrilha junina com as crianças da escola, além também de uma quadrilha junina com os jovens do grupo da Associação."

Futuro
Após meses de experiências obtidas na Universidade de Münster, Ednilson solicitou o prolongamento da bolsa para realizar estágio. "Felizmente, consegui ganhar uma vaga no Instituto de Geoinformática da Universidade e assim realizei seis meses de estágio."

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De volta ao Brasil, o estudante está concluindo o curso de licenciatura. "Nesse próximo semestre irei defender minha monografia e as expectativas são de retornar à Alemanha para fazer um mestrado e possivelmente o doutorado", afirma.

Além disso, Ednilson está inscrito numa bolsa do programa do DAAD – Winterkurs. "Se eu for contemplado com o curso, poderei melhorar muito meu idioma e assim obterei mais conhecimentos para aplicar na minha Universidade. Em novembro sairá o resultado e eu já estou muito ansioso", conclui.

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CsF
Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de suas respectivas instituições de fomento – Capes e CNPq.

Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior. Dados do programa podem ser consultados no Painel de Controle do CsF.

Acesse neste link outras matérias de bolsistas em destaques.

(Pedro Arcanjo)

Bolsista na China é premiada com projeto para solucionar cólera no Haiti

A bolsista de graduação-sanduíche do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) na China, Elisa Miotto, ajudou a criar projeto para solucionar o problema da infecção de cólera no Haiti e alcançou segundo lugar em concurso internacional sobre o tema.

A bolsista de graduação-sanduíche do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) na China, Elisa Miotto, ajudou a criar projeto para solucionar o problema da infecção de cólera no Haiti e alcançou segundo lugar em concurso internacional sobre o tema.

"Ficamos muito contentes com o resultado do concurso, sobretudo em poder representar, mesmo que indiretamente, o Brasil e sobretudo nossas universidades brasileiras, que com certeza são as principais responsáveis pelo conhecimento adquirido ao longo destes anos de estudos", afirmou a estudante, que no Brasil integra a Universidade do Estado de Santa Catarina (UESC).

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Voltado para estudantes de arquitetura de todo o globo, o concurso "Design of Mobile Isolation, Diagnosis and/or Treatmente Unit for Use in Ebola or Other Communicable Disease" é organizado pela International Union of Architects-Public Health Group (UIA-PGH) e tinha por objetivo desenvolver uma unidade móvel de saúde para o diagnóstico, isolamento e tratamento de pessoas com doenças infectocontagiosas.

Além de Elisa, o projeto desenvolvido na Tsinghua University contou com o também bolsista do programa CsF, Leonardo Barros Venâncio, e a estudante norte-americana, Joanna Yuet-ting Grocott.

Elisa fez parte do projeto TREAT - Treat People Treat Water, a long term solution for Cholera in Haiti. "O projeto visa tratar as pessoas infectadas e também tratar a água, uma vez que esta é a principal causa do problema, pois apenas 30% da população tem acesso à água potável e 27% a serviços de saneamento no país. Dessa forma, o projeto buscou associar o design a essas duas necessidades e criar uma solução a longo prazo para o problema, com a criação de um sistema de tratamento químico e solar, de baixíssimo custo, que gera cerca de 135 litros de água potável por dia em cada unidade", explica a estudante. O projeto prevê ainda o tratamento das "águas cinzas" e do esgoto sanitário.

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Além dessas questões, há priorização da economia e de impactos ambientais. "O projeto priorizou a facilidade de montagem e transporte das unidades, o uso de materiais baratos e renováveis como o bambu, alternativas naturais para ventilação e o uso de placas solares para produção de energia, tornando cada unidade independente. O design e layout simples facilitam a flexibilidade de funções e quando controlada a epidemia as unidades podem ser convertidas em novos usos, como residências para os desabrigados, centro comunitário e escolas", enumera.

A estudante brasileira acredita que o projeto pode ser importante para auxiliar outros países em desenvolvimento, inclusive o Brasil. "O cenário do Haiti infelizmente tem muitas semelhanças com alguns países em desenvolvimento e sobretudo o Brasil, principalmente nos aspectos relacionados à carência de infraestrutura, serviços de saúde e recursos. E é nestes cenários que epidemias causadas por doenças infectocontagiosas se propagam com maior facilidade, atingindo um grande numero de casos. Desta forma, torna-se importante a construção rápida e de baixo custo de unidades de saúde, que possam suprir tal demanda e que atuem no controle da epidemia. Além deste aspecto, o desenvolvimento de uma solução de baixo custo para a produção de água potável e tratamento das águas cinzas e esgoto sanitário, significa uma possível alternativa para melhoria da qualidade de vida de populações carentes nas nossas cidades", afirma.

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Intercâmbio
A experiência de viver quase dois anos na China contribuiu para a transformação da vida profissional e acadêmica da estudante. "Pude expandir minha visão e conhecimento em diferentes áreas. Além do contato com uma cultura oriental, muito diferente da nossa, este intercâmbio ofereceu a oportunidade de aprender o idioma, vivenciar a rotina acadêmica e profissional dos chineses e aprender diferentes métodos de estudo e desenvolvimento de projetos. Tais experiências adquiridas estarão presentes em meus futuros trabalhos e em minha carreira profissional".

Elisa acredita que o CsF é um importante passo para a internacionalização da pesquisa e da ciência brasileira. "O Programa Ciências Sem Fronteiras está abrindo inúmeras portas para estudantes brasileiros que virão adquirir conhecimento, prático e teórico, tornando-os mais preparados para em um futuro próximo aplicar tais conhecimentos em nosso país e contribuir com o desenvolvimento social, econômico e tecnológico", conclui.

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CsF
Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de suas respectivas instituições de fomento – Capes e CNPq.

Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior. Dados do programa podem ser consultados no Painel de Controle do CsF.

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(Pedro Arcanjo)

Bolsista de graduação em física descobre candidata a Supernova

O bolsista de graduação-sanduíche do programa Ciência sem Fronteiras (CsF), Luis Felipe Longo Micchi, acaba de realizar uma grande descoberta a partir dos trabalhos realizados em seu intercâmbio na Catholic University of America: com a ajuda do telescópio Hubble, o estudante brasileiro encontrou uma candidata a Supernova perto da galáxia MRK-477.

O bolsista de graduação-sanduíche do programa Ciência sem Fronteiras (CsF), Luis Felipe Longo Micchi, acaba de realizar uma grande descoberta a partir dos trabalhos realizados em seu intercâmbio na Catholic University of America: com a ajuda do telescópio Hubble, o estudante brasileiro encontrou uma candidata a Supernova perto da galáxia MRK-477.

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Supernova é o nome dado aos corpos celestes surgidos após as explosões de estrelas que possuem mais de dez massas solares. São objetos extremamente brilhantes, os quais declinam até se tornarem invisíveis, passadas algumas semanas ou meses. Em apenas alguns dias o seu brilho pode intensificar-se em um bilhão de vezes a partir de seu estado original, tornando a estrela tão brilhante quanto uma galáxia.

Estudante de física na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luis Felipe conta que a descoberta surgiu a partir do envolvimento em uma pesquisa sobre quasares, o tipo mais luminoso de galáxia. "Eu estava procurando descobrir mais sobre a morfologia desses objetos, trabalhando com imagens do satélite Hubble. Em uma das imagens, a da galáxia MRK-477, apareceu algo diferente de todas as demais. Nas proximidades, um ponto muito luminoso apareceu, tão luminoso quanto a própria galáxia inteira", conta.

Realizando o tratamento da imagem, o bolsista chegou à conclusão de que esse ponto era algo extra, que não deveria estar ali. "Para provar essa hipótese peguei uma imagem mais antiga, de 2013, e verifiquei que esse objeto realmente não estava lá. Já tendo trabalhado com Supernovas, eu percebi que se tratava de uma. Ou seja, eu estava olhando em primeira mão para uma estrela em explosão", revela Luis.

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O brasileiro destaca que Supernovas são objetos importantes no desenvolvimento recente das áreas de Astrofísica , Astronomia e Cosmologia. "Supernovas são responsáveis pela criação de elementos mais pesados que o ferro na tabela periódica, e isso e essencial para a existência da vida. Disso vem a ideia que alguns físicos dizem que 'somos todos poeira de estrelas'".

Além disso, as Supernovas são utilizadas como medida de distância do cosmos. "Como elas são muito brilhantes, podemos vê-las de muito longe. Usando esse tipo de medida se provou muita coisa, como, por exemplo, a expansão acelerada do universo", explica.

Luis Felipe espera que sua descoberta funcione como um incentivo ao desenvolvimento da área no país. "Acredito que o fato de ter mais brasileiros junto a pesquisas de grupos internacionais traz reconhecimento à ciência brasileira em geral. Essa e outras descobertas, espero, devem incentivar ainda mais pessoas que gostam dessa área a procurá-la e com isso aumentar ainda mais a produção científica no Brasil".

Intercâmbio
Sobre a experiência com o Ciência sem Fronteiras, o bolsista afirma que a experiência no exterior traz um crescimento pessoal que acontece naturalmente. "Eu conheci pessoas do mundo todo, tive contato com culturas diferentes e isso serviu para expandir a minha perspectiva de vida. Isso é uma coisa que avalio como uma mudança muito positiva em minha vida".

A graduação-sanduíche também possibilitou o aprimoramento de conhecimentos e habilidades. "Uma primeira, e mais básica, mudança em minha carreira possibilitada pelo Ciência sem Fronteiras foi minha proficiência em inglês. Agora posso dizer com certeza que sou fluente, algo importante em todas as áreas hoje em dia".

O intercâmbio também permitiu a Luis o contato com uma rede de cientistas que pode promover outras cooperações em breve. "Para um cientista, conhecer diferentes profissionais na mesma área do conhecimento, ver suas maneiras de entender e pensar a ciência é de vital importância. Isso foi muito visível nessa minha experiência no exterior. Com o networking estabelecido por esse estágio nos EUA, agora sei que posso ter informações de pesquisadores que antigamente não teria e talvez realizar colaborações futuras", conclui.

CsF
Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de suas respectivas instituições de fomento – Capes e CNPq.

Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior. Dados do programa podem ser consultados no Painel de Controle do CsF.

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(Pedro Arcanjo)

 

Estágio de verão na Noruega é reconhecido por estudantes brasileiros

Um grupo de estudantes brasileiros bolsistas do Ciência sem Fronteiras (CsF) acaba de participar do Summer Internship Project, o estágio de verão da petroleira norueguesa Statoil. Durante seis semanas de estágio, os participantes tiveram a oportunidade de assistir palestras ministradas por especialistas da Statoil, conhecendo um pouco mais sobre a experiência da companhia no setor de óleo e gás. É a primeira vez que brasileiros participam do evento, que terminou no início de julho.

Um grupo de estudantes brasileiros bolsistas do Ciência sem Fronteiras (CsF) acaba de participar do Summer Internship Project, o estágio de verão da petroleira norueguesa Statoil. Durante seis semanas de estágio, os participantes tiveram a oportunidade de assistir palestras ministradas por especialistas da Statoil, conhecendo um pouco mais sobre a experiência da companhia no setor de óleo e gás. É a primeira vez que brasileiros participam do evento, que terminou no início de julho.

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Fruto da parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a empresa nórdica, o projeto conta com o apoio do Centro Norueguês para a Cooperação Internacional em Educação (SIU). A participação da companhia no Programa CsF visa contribuir para a ampliação da base de pesquisa e de inovação em domínios tecnológicos relevantes para o setor de óleo e gás no Brasil.

Alocados em três centros de pesquisa na Noruega – Trondheim, Bergen e Stavanger –, os estudantes participaram de reuniões periódicas por vídeo e fizeram algumas visitas programadas em Bergen, um modelo de cooperação remota muito utilizado na Statoil. "A vivência trouxe inúmeros benefícios para a minha carreira, principalmente por já ter pensando em trabalhar nesta área", afirma Yuri Soares Pinheiro, estudante de Engenharia de Petróleo da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Os estudantes foram divididos em cinco grupos multidisciplinares, orientados por pesquisadores da companhia, para desenvolver soluções ligadas aos cinco desafios propostos: "Integrated Operations", "Lean Solutions for Deep Water", "WikiWhat portal to Geology", "WikiHow portal Petec" and "Wiki and beyond".

Segundo Raíssa Silva Hardt, estudante de Engenharia Química da Universidade de São Paulo (USP), o estágio foi positivo. "O que mais me interessou foi lidar com colegas de cursos diversos e poder unir nossas ideias, discutir pontos relevantes do trabalho e saber organizar nossas tarefas a fim de cumpri-las no prazo estabelecido, superando todas as limitações encontradas. A vivência em uma companhia de óleo e gás contribuiu para mostrar que, mesmo fora da minha área de conhecimento, posso agregar valor à empresa, aplicando minhas habilidades em tarefas inovadoras, que exigem criatividade, organização e trabalho em equipe. A minha melhor impressão sobre a Statoil foi o suporte que os líderes nos deram. Desde o começo nos incentivaram a 'criar' sem medo de falhar. O importante era inovar. Assim, nos sentimos mais confortáveis para ir além das expectativas." Na Noruega, Raíssa estudou na Universidade de Bergen.

Entre as atividades realizadas, os estudantes puderam visitar a plataforma on-shore em Ågotnes."A visita na plataforma de perfuração Pioneer COSL teve como objetivo oferecer aos estagiários de verão a possibilidade de ver de perto um outro lado da Statoil funcionando", comentou Andreas Rittersbacher, geólogo sênior da empresa. Andreas disse ainda que os estudantes ficaram impressionados com o tamanho da plataforma, com o esquema de trabalho realizado dentro e fora da mesma e com a presença feminina marcante entre os empregados. "Foi uma visita muito bem sucedida e, certamente, os alunos aprenderam um pouco mais sobre o lado técnico da indústria", destacou.

O programa teve um retorno positivo com relação ao aproveitamento dos 40 participantes, como afirma Laryssa Abdala, estudante de Matemática com ênfase em Física-Matemática na Universidade Estadual de Campinas - Unicamp. "Gostei muito da experiência de sair do Brasil pela primeira vez e de me sentir acolhida na Universidade de Bergen. Durante o estágio, gostei de interagir com pessoas de diversas áreas, além de ter a possibilidade de aprender um pouco sobre exploração e extração de petróleo com os workshops e com as conversas entre amigos. Foi um momento importante para mim como cidadã e também para a minha carreira profissional".

Experiência positiva também relatada por Caetano Pinheiro Saramago de Andrade, estudante de Engenharia de Petróleo na Universidade Federal Fluminense (UFF). "Depois desse estágio tive a confirmação de que escolhi a profissão certa. Fiquei maravilhado com a plataforma de perfuração, pois vi pela primeira vez equipamentos e procedimentos que somente tinha estudado em livros ou ouvido falar na sala de aula."

Para a líder do projeto no Brasil, Andrea Achoa, é importante manter o vínculo com os estudantes, para saber no futuro qual foi o impacto dessa experiência em suas carreiras. "Os alunos são muito bem preparados e com objetivos profissionais. São jovens dispostos a crescer e abertos a conhecer novas culturas", declarou.

CsF
Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de suas respectivas instituições de fomento – Capes e CNPq.

Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior. Dados do programa podem ser consultados no Painel de Controle do CsF.

Statoil
A Statoil é uma empresa internacional de energia sediada na Noruega. Com 43 anos de experiência em produção de petróleo e gás na Plataforma Continental Norueguesa, a companhia opera em 30 países. Está entre as maiores operadoras offshore de petróleo e gás e é reconhecida como líder em tecnologia e gerenciamento de recursos. A companhia conta com, aproximadamente, 22,5 mil funcionários no mundo todo e está listada nas bolsas de valores de Nova York e Oslo.

Mundialmente, a Statoil produz em torno de 2 milhões de barris/dia, dos quais 40% vêm das operações internacionais da companhia.

No Brasil, a empresa participa de 10 concessões, sendo operadora em seis delas. Hoje, é uma das maiores produtoras de petróleo do país e operadora do campo de Peregrino, na Bacia de Campos, o maior fora da Noruega, com produção diária de cerca de 100 mil barris de petróleo por dia. Mais informações no site.

(Com informações da Statoil)

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