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Capes afirma estar em dia com repasses a parceiros no exterior

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) esclarece que está em dia com os repasses aos parceiros responsáveis pelos pagamentos a universidades norte-americanas que recebem estudantes do programa Ciência sem Fronteiras. Todas as transferências de recursos previamente acordadas foram realizadas. A última parcela do equivalente a US$ 49 milhões foi efetivada no dia 25 último.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) esclarece que está em dia com os repasses aos parceiros responsáveis pelos pagamentos a universidades norte-americanas que recebem estudantes do programa Ciência sem Fronteiras. Todas as transferências de recursos previamente acordadas foram realizadas. A última parcela do equivalente a US$ 49 milhões foi efetivada no dia 25 último.

Da mesma forma, estão em dia todas as bolsas dos estudantes do programa. Não procedem, portanto, alegações de atrasos no pagamento de bolsas ou de taxas acadêmicas.

Capes anuncia programa de estágio com multinacional chinesa

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) anuncia, em parceria com empresa multinacional Huawei, o início da primeira edição brasileira do "Seeds for the Future", um programa global de responsabilidade social corporativa da empresa que tem o objetivo de capacitar universitários nas mais avançadas tecnologias de informação e comunicação (TIC).

 

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) anuncia, em parceria com empresa multinacional Huawei, o início da primeira edição brasileira do "Seeds for the Future", um programa global de responsabilidade social corporativa da empresa que tem o objetivo de capacitar universitários nas mais avançadas tecnologias de informação e comunicação (TIC).

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A cerimônia de abertura do programa foi realizada no último dia 15 na sede da Huawei em Shenzhen, na China, e contou com a presença do Cônsul-Geral do Brasil em Guangzhou, José Vicente da Silva Lessados, de estudantes brasileiros e de diretores da Huawei. O acordo de cooperação foi assinado na presença da presidente Dilma Rousseff e do primeiro-ministro da República Popular da China, Li Keqiang, durante evento oficial realizado em Brasilia, em maio deste ano. Confira.

O grupo de 15 jovens talentos brasileiros que participam da iniciativa receberá uma série de treinamentos ministrados por especialistas globais da Huawei durante uma semana, além de terem a oportunidade de visitar os laboratórios de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Huawei. O escopo do programa inclui capacitação em tecnologias avançadas de redes de banda larga fixa e móvel, como 5G, computação em nuvem, internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) e cidades inteligentes.

Desde seu lançamento em 2008, o "Seeds for the Future" já foi implementado em 35 países, beneficiando mais de 10 mil estudantes ao redor do mundo. "Iniciar esse programa no Brasil reflete nosso compromisso com a indústria local de TIC", afirma Jason Zhao, CEO da Huawei do Brasil. "Por meio de nossa parceira com a Capes, os estudantes brasileiros terão contato com as tecnologias mais avançadas disponíveis atualmente, além de inovações que chegarão ao mercado nos próximos cinco a dez anos, colaborando para o desenvolvimento desses jovens em suas carreiras como pesquisadores ou profissionais em um mercado de trabalho em constante evolução", completa.

A Capes tem um papel ativo na parceria e contribuiu na divulgação e seleção dos estudantes, por meio do programa Ciências sem Fronteira. A parceria permite estreitar a cooperação com a China numa área estratégica para o desenvolvimento tecnológico e para a inovação no Brasil. Além dos 15 participantes, 30 alunos brasileiros que realizam seus estudos na China e que também tiveram destaque durante o processo seletivo terão a oportunidade de conhecer os centros de P&D da Huawei em Pequim, Xangai e Wuhan. Além dos universitários selecionados, todos os 85 estudantes que se inscreveram serão convidados para entrevistas na Huawei do Brasil para oportunidades de estágio oferecidas pela empresa.

Vinícius Batista, aluno da Faculdade de Tecnologia de Sorocaba e atualmente estudando na Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, uma das mais conceituadas instituições de tecnologia da China, foi um dos selecionados pelo Programa "Seeds for the Future". De acordo com ele, "o aprendizado que teremos através do contato com uma grande empresa multinacional aliados à experiência e contato com a cultura, a língua e a área acadêmica chinesa, nos credita como excelentes profissionais do futuro para atuações nas relações sino-brasileiras. A empresa é a pioneira em abrir as portas para alunos brasileiros do programa Ciência sem Fronteiras na China e acredito que além do conhecimento técnico, o programa será uma oportunidade ímpar de visitar e conhecer a matriz da Huawei na China", disse.

Huawei
A Huawei uma empresa multinacional de equipamentos para redes e telecomunicações sediada na cidade de Shenzhen, localizada na província de Guangdong, na China. Também com sucursal no Japão e na Alemanha.

Ciência sem Fronteiras
Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de suas respectivas instituições de fomento – Capes e CNPq.

Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior. Dados do programa podem ser consultados no Painel de Controle do CsF.

(Com informações da Huawei)

 

Bolsistas entram para a lista de honra de universidades americanas

Os ex-bolsistas de graduação sanduíche do programa Ciência sem Fronteiras Manoel Felipe Sousa, Henrique Araújo Monteiro e Diogo Perin da Silva alcançaram posição de destaque em suas universidades no exterior ao entrarem para a Dean's List, lista de honra que contempla os melhores alunos das instituições americanas.

 

Os ex-bolsistas de graduação sanduíche do programa Ciência sem Fronteiras Manoel Felipe Sousa, Henrique Araújo Monteiro e Diogo Perin da Silva alcançaram posição de destaque em suas universidades no exterior ao entrarem para a Dean's List, lista de honra que contempla os melhores alunos das instituições americanas.

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Para Manoel, fazer parte da lista é o resultado do esforço empreendido. "É uma grande satisfação estar nesta lista. É um reconhecimento de que meus esforços valeram a pena. As dificuldades de aprender um novo idioma, de compreender os professores, de estar longe da família e as noites de estudos foram compensadas", afirmou. Licenciando em Física, Manoel recebeu do reitor do Instituto Federal do Ceará (IFCE) o certificado emitido pela Western Illinois University, nos Estados Unidos, onde permaneceu 1 ano e 4 meses.

Também agraciado com o título, o ex-bolsista e hoje designer de uma rede de comunicação do Sul do país, Diogo Silva, afirma que o reconhecimento lhe rendeu bons frutos. "Assim que retornei ao Brasil, consegui um estágio na minha área e, após me formar, fui efetivado. Percebi na entrevista que minha experiência no exterior foi extremamente relevante na decisão deles", disse.

Amadurecimento
Bolsista da primeira chamada do programa, Henrique explica que mais que o crescimento profissional, o período de experiência na Rochester Institute of Technology (RIT) proporcionou um inevitável amadurecimento. "Nós éramos somente cinco brasileiros na RIT, nenhum deles do meu curso. Consegui romper a barreira do idioma, comunicação e das disciplinas também. Hoje me sinto mais autossuficiente", afirmou.

Manoel também conta como o programa mudou sua vida. "Foi uma grande experiência, pois além de me aperfeiçoar em um novo idioma, eu pude conhecer o estilo de ensino das universidades e de vida dos universitários americanos. Visitei laboratórios de Física e Astronomia e participei de eventos. Adorei ter conhecidos novos costumes e culturas. Não só a cultura americana, mas também culturas de outros países por meio de pessoas que eu tive contato. Fiz amizades que vou levar para vida inteira", completa.

Sugestões
Diogo conta que, após seu retorno, participou como palestrante em eventos de sensibilização e divulgação do programa, no entanto, esperava maior interesse por parte da coordenação de seu curso em relação às suas experiências. "Acho que faltou um contato maior entre nós ex-bolsistas e a coordenação de nossos cursos. Seria interessante darmos um feedback sobre as aulas que tínhamos, a infraestrutura e outras impressões", sugeriu.

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Apesar de concordar com o colega, Henrique ressalta que as limitações legais ainda são o principal entrave à mudança na dinâmica das instituições brasileiras. "As questões legislativas acabam dificultando algumas mudanças. Nossa produção, por exemplo, era muito mais dinâmica lá devido à estrutura trimestral de trabalho que tínhamos. No entanto, sabemos que para esse tipo de mudança é preciso bem mais que a vontade de professores ou coordenadores", completou.

Gisele Novais

Ex-bolsista de graduação-sanduíche se prepara para doutorado na Universidade de Princeton

A ex-bolsista de graduação-sanduíche do Ciência sem Fronteiras Noemi Vergopolan Rocha se prepara para dar mais um passo em sua trajetória acadêmica. Depois uma vivência enriquecedora na North Carolina State University e do estágio na Agência Espacial Americana (Nasa), em 2013, durante o período que esteve como bolsista do CsF, a engenheira ambiental agora fará um doutorado em Engenharia Civil e Ambiental, com foco em Recursos Hídricos, na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.

 

A ex-bolsista de graduação-sanduíche do Ciência sem Fronteiras Noemi Vergopolan Rocha se prepara para dar mais um passo em sua trajetória acadêmica. Depois uma vivência enriquecedora na North Carolina State University e do estágio na Agência Espacial Americana (Nasa), em 2013, durante o período que esteve como bolsista do CsF, a engenheira ambiental agora fará um doutorado em Engenharia Civil e Ambiental, com foco em Recursos Hídricos, na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.

Noemi garante que a oportunidade que teve no CsF foi relevante para sua aprovação. "A experiência pelo Ciência sem Fronteiras foi, sem dúvidas, fundamental para a aprovação e para conseguir a bolsa na Universidade de Princeton, tanto em termos de experiência extracurricular na North Carolina State University, domínio da língua e adaptação à cultura, quanto pelo estágio na Nasa."

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"A experiência na North Carolina State University foi maravilhosa, a universidade me recebeu muito bem, professores e alunos sempre foram muito solícitos conosco, tive todo o suporte necessário. A experiência cultural foi muito valiosa, aperfeiçoei o inglês e aprendi muito sobre o país. Na universidade, tive a oportunidade de selecionar as disciplinas de meu interesse e aprender por meio de várias atividades práticas com professores que são referência no assunto", descreveu a estudante.

Nasa
Sobre o estágio, a ex-bolsista do programa define como "incrível". "O CsF proporciona aos alunos a oportunidade de estágio durante o período de verão. Então, entrei em contato com os pesquisadores da Nasa contando a minha história, minhas experiências em estágios anteriores e as ferramentas que já sabia usar, além da minha área de interesse (modelagem matemática e sensoriamento remoto – área que havia focado meus estudos na UFPR e na NC State)."

Noemi conseguiu uma vaga para trabalhar avaliando o impacto do desmatamento no ciclo da água na Amazônia por meio de produtos de satélite. "Foi uma experiência incrível poder trabalhar em um dos maiores centros de tecnologia do mundo e ainda pesquisar algo relacionado ao meu país. Tive a oportunidade de conhecer e aprender na prática com muitos cientistas, engenheiros e estudantes do mundo inteiro."

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Resumidamente, a ex-bolsista elogia sua participação no CsF. "Acredito que essa oportunidade me abriu os olhos para horizontes e perspectivas de crescimento que até então eu não imaginava. Além disso, me ensinou a acreditar no meu potencial e que, com dedicação, eu sou capaz de ir muito além."

Futuro
Para o futuro, a engenheira ainda não tem planos específicos, pois acredita que em cinco anos muita coisa pode acontecer. "Os planos e as perspectivas mudam, os horizontes se expandem conforme a gente vai vivendo, aprendendo e conhecendo outras realidades. Inicialmente, pretendo desenvolver uma tese de doutorado com aplicação prática na minimização dos problemas de abundância e escassez hídrica e, futuramente, implementar essa ferramenta na solução de problemas."

Ciência sem Fronteiras
Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de suas respectivas instituições de fomento – Capes e CNPq.

Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior. Dados do programa podem ser consultados no Painel de Controle do CsF.

(Natália Morato)

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