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Estudante irá ao espaço testar dispositivo criado em escola

O estudante de engenharia elétrica Pedro Nehme, da Universidade de Brasília (UnB), está prestes a viajar para o espaço. Lá, vai conduzir um experimento criado por estudantes de escolas públicas, que será selecionado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) por meio de uma chamada pública.

O estudante de engenharia elétrica Pedro Nehme, da Universidade de Brasília (UnB), está prestes a viajar para o espaço. Lá, vai conduzir um experimento criado por estudantes de escolas públicas, que será selecionado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) por meio de uma chamada pública.

O quinto Anúncio de Oportunidade do Programa Microgravidade abre prazo para cadastro de propostas nesta terça-feira, 24, e vai até 27 de abril. Estudantes de educação básica brasileira são desafiados a desenvolver um dispositivo eletrônico compacto, capaz de avaliar os aspectos fisiológicos relacionados à exposição do corpo humano ao ambiente de microgravidade e hipergravidade. O edital prevê a parceria com instituições de ensino superior. A divulgação do resultado será em 2 de maio.

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Ex-bolsista do Ciência sem Fronteiras (CsF) e ex-estagiário da agência espacial norte-americana Nasa, o brasiliense de 23 anos ganhou uma promoção mundial assim que voltou do intercâmbio; o prêmio é um voo suborbital, que está previsto para ocorrer no final do ano.

Pedro Nehme será o segundo brasileiro a ir para o espaço, sendo o primeiro civil. Em 2006, o militar da Força Aérea Brasileira (FAB) Marcos Pontes embarcou em um voo orbital para a Estação Espacial Internacional. No caso de Pedro, o veículo espacial não entrará em órbita e a viagem terá duração total de uma hora. Serão entre cinco e seis minutos em microgravidade. "Estou ansioso para essa missão", afirma.

Pelo Ciência sem Fronteiras, Pedro estudou na Catholic University of America em Washington (EUA) no ano de 2012. Três meses depois de sua chegada ao país norte-americano, foi selecionado junto com outros seis bolsistas do CsF para o estágio na Nasa, no Goddard Space Flight Center, onde permaneceu por nove meses. Lá, trabalhou na divisão de astrofísica, com balões de grande altitude – capazes de levar instrumentos de pesquisa para a estratosfera.

Foi exatamente esse conhecimento que ajudou Pedro a ganhar o concurso da empresa aérea que vai levá-lo ao espaço. A tarefa consistia em acertar o local onde um balão lançado do Deserto de Nevada (EUA) cairia. Os participantes teriam que marcar a altitude em que o objeto estouraria, além da latitude e longitude. O estudante acertou a altitude exata e seu palpite foi o que mais se aproximou da localidade certa no mapa.

Logo que voltou do CsF, Pedro foi selecionado para estagiar na AEB. Agora, é bolsista na agência. "Todo mundo que participa do Ciência sem Fronteiras tem algo a contribuir quando volta", ressalta. Para o futuro, o estudante – que se forma no final deste ano – vislumbra seguir no ramo aeroespacial. "Gostaria muito de contribuir para o programa espacial brasileiro."

O veículo espacial que levará Pedro está sendo finalizado e entrará em testes. Enquanto isso, o rapaz participa de treinamentos promovidos pela AEB. No início de março, esteve nos Estados Unidos para treino em uma centrífuga. Em abril, irá à Rússia para testes de gravidade zero. Até a viagem para o espaço, será acompanhado pelo centro de medicina aeroespacial da FAB no Rio de Janeiro, onde fará, também, simulações de falta de oxigênio, ejeção e desorientação espacial.

Acesse a chamada pública do Programa Microgravidade

(Letícia Tancredi - ACS/MEC)

Instituto irlandês homenageia aluno do Ciência sem Fronteiras

Luiz Henrique Vitti Felão passou um ano no país europeu como bolsista do programa federal. Pelo bom desempenho, recebeu o reconhecimento do Limerick Institute of Technology.

 Luiz Henrique Vitti Felão passou um ano no país europeu como bolsista do programa federal. Pelo bom desempenho, recebeu o reconhecimento do Limerick Institute of Technology.

ento do Limerick Institute of Technology.
por Ascom do MCTI

Publicação: 20/03/2015 | 18:02

Luiz Henrique conta que o interesse pelo CsF foi ao encontro de suas aspirações acadêmicas e profissionais. Crédito: Acervo pessoal

Em 2013, aos 24 anos, o estudante de engenharia elétrica da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), Luiz Henrique Vitti Felão, viajou pela primeira vez de avião. O destino, a cidade de Limerick, que fica a duas horas de Dublin, capital da Irlanda.

Na bagagem, muitos sonhos e expectativas. Não apenas de fazer turismo pelo país europeu, mas, principalmente, de aprender e interagir com professores, pesquisadores e estudantes de todo o mundo, durante o período de um ano em que estudaria no Limerick Institute of Technology (LIT) como bolsista do programa federal Ciência sem Fronteiras (CsF).

As horas dedicadas ao estudo foram recompensadas pelo rendimento atingido por Luiz Henrique. O aluno se destacou até mesmo entre os irlandeses e conseguiu um aproveitamento superior a 75% em todas as disciplinas cursadas na instituição.

O bom desempenho rendeu uma homenagem do professor Michael O'Connell, pró-reitor de estratégia e relações internacionais do LIT. Luiz ganhou um certificado e um cheque no valor de duzentos dólares, além do orgulho e da admiração do pai, Newton Rodrigues Felão Júnior.

Sonhos e realizações

O estudante conta que o interesse pelo CsF foi ao encontro de suas aspirações acadêmicas e profissionais. Paulista de Agudos e filho de um representante comercial e de uma professora, ele diz que sempre teve vontade de viajar para o exterior, mas não imaginava conhecer tantos lugares diferentes e ter uma experiência tão enriquecedora.

"Nunca pensei que fosse conseguir [fazer intercâmbio para o exterior], pensei que fosse algo distante de mim. Minha família sempre foi humilde e acredito que, sem o Ciência sem Fronteiras, eu não teria a oportunidade de conhecer outro sistema de ensino e outras culturas", reforça Luiz Henrique, acrescentando que, no período, também conheceu a Itália, a Escócia, a Bélgica, a Alemanha e a República Tcheca.

Paixão de infância

A paixão pela engenharia existe desde criança, diz Luiz Henrique, em especial, pela área de robótica. No ensino médio, ele fez o curso técnico em eletrônica em um colégio estadual em Agudos. A decisão de seguir a carreira de engenheiro elétrico se consolidou após o estágio na Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), em Gavião Peixoto (SP), no setor de Instrumentação e Ensaios em Voo. "O contato com uma empresa brasileira de grande porte me influenciou fortemente a continuar estudando e seguir a profissão de engenheiro".

Desde o início da faculdade, a atividade de pesquisa foi intensa. No Laboratório de Instrumentação e Engenharia Biomédica da Unesp, orientado pelo professor Aparecido Augusto de Carvalho, colocou em prática alguns conceitos vistos na graduação. Como bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Pibic/CNPq/MCTI), por três anos, ele participou de projetos de biomédica, desenvolvendo equipamentos para auxiliar a reabilitação em pacientes com dificuldades motoras.

Diferenças e planos para o futuro

Luiz se encantou pela Irlanda assim que chegou. No campus do Limerick Institute of Technology (LIT), ele notou algumas diferenças entre as instituições brasileiras e irlandesas: "Achei o ensino europeu muito voltado ao mercado de trabalho, com disciplinas mais práticas e quase todas as aulas realizadas em laboratórios. Outra grande diferença também é a proximidade das empresas com as universidades – a maior parte dos projetos de pesquisa é financiada por empresas".

Cursando hoje o último semestre de engenharia elétrica na Unesp em Ilha Solteira (SP), Luiz Henrique planeja seguir carreira acadêmica e espera "conseguir contribuir e ajudar a sociedade da mesma forma com que fui ajudado". Ele pretende iniciar um projeto de doutorado no Laboratório de Instrumentação Eletrônica e Engenharia Biomédica da Unesp, a convite do professor Aparecido de Carvalho, o mesmo que o orientou no projeto de iniciação científica.

Brasileiros na Irlanda

No início deste mês, o jornal irlandês The Irish Times publicou uma reportagem especial destacando a presença de estudantes brasileiros no país. Segundo a publicação, é cada vez maior o número de estudantes do CsF que escolhe a Irlanda para estudar.

A Irlanda ingressou no programa federal em 2013, quando 537 brasileiros se inscreveram para fazer graduação-sanduíche em universidades locais. Hoje, 26 instituições irlandesas de ensino superior participam do CsF. Os três principais destinos são University of Limerick, Waterford Institute of Technology e NUI Galway. Ciência, engenharia, tecnologia e matemática se destacam entre as áreas de conhecimento.

Fonte: MCTI

 

 

 

Parceria entre Capes e Statoil entra em nova fase com a oferta de estágio no verão

Com investimentos de aproximadamente R$ 7 milhões no programa Ciência sem Fronteiras (CsF), junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a petroleira norueguesa Statoil e agência de fomento deram mais um passo importante em sua parceria que tem apoio da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Bicombustíveis (ANP).

Com investimentos de aproximadamente R$ 7 milhões no programa Ciência sem Fronteiras (CsF), junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a petroleira norueguesa Statoil e agência de fomento deram mais um passo importante em sua parceria que tem apoio da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Bicombustíveis (ANP). Reunidos nesta quinta-feira, 19, em Brasília, representantes da Statoil e da Capes celebraram uma nova etapa do projeto, com o lançamento do programa de estágio de verão (Summer Projects) para os estudantes de graduação brasileiros com bolsas de estudo financiadas pela Statoil na Noruega. No encontro, também foram discutidas novas possibilidades de investimento pela petroleira em projetos da Capes.

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Ao todo, são 40 vagas para os 100 alunos bolsistas que estão desde agosto de 2014 fazendo uma graduação sanduíche, distribuídos em dez universidades do país sede da empres – a maioria deles na Universidade de Oslo, na Universidade de Bergen e na Universidade de Ciência e Tecnologia (NTNU). O estágio começa em junho próximo e tem duração de quatro a seis semanas.

Lançado em 2014, o projeto de estágios visa a formação de sete grupos de pesquisa multidisciplinares formados por uma média de seis alunos, distribuídos em três cidades norueguesas onde a Statoil tem seus Centros de Pesquisa: Trondheim, Bergen e Stavanger. Os grupos serão orientados por especialistas da própria empresa que irão apresentar aos estudantes questões relacionadas ao setor de óleo e gás para que eles possam encontrar soluções com o uso de novas tecnologias ou processos. Os bolsistas irão assistir a palestras sobre as melhores práticas em projetos e serão acompanhados por um especialista da área de Inovação da Statoil, podendo assim vivenciar situações reais do cotidiano da indústria.

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A iniciativa faz parte do YourKnowledge – Education Program in Brazil (www.youknowledge.com.br), lançado pela companhia em outubro de 2014, cujo objetivo é incentivar o desenvolvimento de pesquisa e tecnologia no país e fomentar a qualificação de profissionais para atender à demanda de mão de obra em tecnologia na indústria brasileira de óleo e gás.

CsF
Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de suas respectivas instituições de fomento – Capes e CNPq.

Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior. Dados do programa podem ser consultados no Painel de Controle do CsF.

Statoil
A Statoil é uma empresa internacional de energia sediada na Noruega. Com 43 anos de experiência em produção de petróleo e gás na Plataforma Continental Norueguesa, a companhia opera em 30 países. Está entre as maiores operadoras offshore de petróleo e gás e é reconhecida como líder em tecnologia e gerenciamento de recursos. A companhia conta com, aproximadamente, 22,5 mil funcionários no mundo todo e está listada nas bolsas de valores de Nova York e Oslo.

Mundialmente, a Statoil produz em torno de 2 milhões de barris/dia, dos quais 40% vêm das operações internacionais da companhia.

No Brasil, a empresa participa de 10 concessões, sendo operadora em seis delas. Hoje, é uma das maiores produtoras de petróleo do país e operadora do campo de Peregrino, na Bacia de Campos, o maior fora da Noruega, com produção diária de cerca de 100 mil barris de petróleo por dia. Mais informações no site www.statoil.com.br.

(Com informações da Statoil)

Jornal de Manaus destaca o retorno de estudante de Biomedicina da Faculdade Estácio Amazonas.

O Jornal de Manaus publicou no dia 19 de março de 2015 reportagem sobre a estudante de Biomedicina da Faculdade Estácio Amazonas, Thaís Sobanski (24 anos). Ela acaba de retornar de uma temporada de um ano e meio na Austrália, com bolsa do Programa Ciência sem Fronteiras em Graduação Sanduíche pelo CNPq. Ela estudou na Queensland University of Technology, considerada pelo Ranking de 2013 da revista Times Higher Education como a melhor universidade australiana com menos de 50 anos. A reportagem encontra-se disponível em http://acritica.uol.com.br/noticias/manaus-amazonas-amazonia-apos-um-ano-estudante-estacio-amazonas-australia-ciencia-fronteiras-governo-federal-educacao-intercambio_0_1311468845.html.

   O Jornal de Manaus publicou no dia 19 de março de 2015 reportagem sobre a estudante de Biomedicina da Faculdade Estácio Amazonas, Thaís Sobanski (24 anos). Ela acaba de retornar de uma temporada de um ano e meio na Austrália, com bolsa do Programa Ciência sem Fronteiras em Graduação Sanduíche pelo CNPq. Ela estudou na Queensland University of Technology, considerada pelo Ranking de 2013 da revista Times Higher Education como a melhor universidade australiana com menos de 50 anos. A reportagem encontra-se disponível aqui.

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