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Ciência sem Fronteiras é tema de debate em feira tecnológica na França

O Brasil é o país convidado de honra da França para participar em março, em Paris, de uma feira que reúne universidades e empresas com o objetivo de divulgar projetos de inovação tecnológica e oferecer bolsas de empregos a estudantes.

O Brasil é o país convidado de honra da França para participar em março, em Paris, de uma feira que reúne universidades e empresas com o objetivo de divulgar projetos de inovação tecnológica e oferecer bolsas de empregos a estudantes.

Uma comitiva de reitores de universidades públicas e de cinco institutos federais de tecnologia também estará na capital francesa, entre os dias 12 e 16, para participar de encontros com autoridades educacionais e de debates sobre o programa Ciência sem Fronteiras (CsF).

Lançado pelo governo federal em julho de 2011, o programa prevê a concessão de até 100 mil bolsas até 2015. No acordo assinado em dezembro último com os ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o governo francês se comprometeu a oferecer vagas para 10 mil bolsistas de graduação.

Esse número, no entanto, deve aumentar com oferta de bolsas também para a pós-graduação. "Há possibilidade de acordo numa nova negociação para a oferta de 2 mil a 2,5 mil bolsas para doutorado até 2015", adianta Jean-Paul Rebaud, conselheiro de cooperação e ação cultural da Embaixada da França no Brasil.

A França já era, historicamente, o principal país de destino dos estudantes e pesquisadores brasileiros. Agora com o CsF, o número de bolsas concedidas pelo Coselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e pela Capes a universitários interessados em estudar em instituições francesas vai aumentar.

"Hoje, há quatro mil brasileiros na França fazendo mestrado e doutorado, sendo que metade são bolsistas. Na área de engenharias já oferecemos 400 bolsas pelo Programa Capes-Brafitec e, com o Ciência sem Fronteiras, esse número deve dobrar", acrescenta o conselheiro. O Brafitec oferece bolsas de estudos de pós-graduação na área de engenharias a universitários entre o Brasil e a França por meio de parcerias. O ensino superior francês é reconhecido pela excelência, principalmente nas áreas de engenharias e de ciências agrícolas.

Os primeiros estudantes brasileiros, na modalidade graduação sanduíche, chegam à França em julho, para curso de aperfeiçoamento na língua francesa. Inscreveram-se 1.983 universitários no edital lançado pelo CsF, que serão agora selecionados pela Capes. O ano letivo universitário na França inicia-se em setembro. Na França, há 85 universidades públicas de ensino superior e a perspectiva é de que pelo menos a metade ofereça vagas a bolsistas brasileiros. (Com informações da Ascom do MEC)

Missão visita universidades dos EUA buscando mais vagas para brasileiros

Até o próximo dia 3 de março representantes de 25 instituições de ensino superior de todas as regiões do país participam da Missão Especial de Representantes de Instituições de Ensino Superior do Brasil aos Estados Unidos.

Até o próximo dia 3 de março representantes de 25 instituições de ensino superior de todas as regiões do país participam da Missão Especial de Representantes de Instituições de Ensino Superior do Brasil aos Estados Unidos. A delegação visita uma séria de centros de produção de conhecimento visando a promover maior entendimento entre os sistemas de educação superior de ambos países. A meta é tornar mais dinâmico o intercâmbio de brasileiros para os EUA dentro do programa Ciência sem Fronteiras (CsF).

A missão, dividida em três grupos, visitará universidades, empresas e laboratórios nas regiões Oeste, Meio-Oeste e Leste, concluindo a visita em Washington DC. Nesta cidade haverá uma reunião na Embaixada do Brasil e no Departamento de Estado Americano para debater o intercâmbio acadêmico e científico entre os dois países.

Enquanto 80 mil chineses hoje fazem pós-doutorado em universidades norte-americanas, o Brasil tem apenas cinco mil alunos de doutorado no país. O esforço para ampliar o número de estudantes brasileiros nos Estados Unidos faz parte do CsF.

O CsF tem orçamento de cerca de R$ 3,1 bilhões do governo Federal, destinados a 75 mil bolsas durante quatro anos. O Programa de Mobilidade Internacional da Ciência brasileira visa ainda atrair jovens doutores talentosos e pesquisadores senior para se fixarem no Brasil.

O CNPq entra com cerca de R$ 1,4 bilhão (35 mil bolsas) e a Capes participa com R$ 1,7 bilhão (40 mil bolsas). Do total de bolsas, 27.100 são destinadas à graduação; 24.600 para doutorado (um ano); 9.790 para doutorado de quatro anos; 8.900 para pós-doutorado de um ou dois anos; 2.660 para estágio sênior; 700 para treinamento de especialistas de empresas no exterior por até um ano; 860 para jovens cientistas de grande talento (três anos) e 390 para a atração de pesquisadores visitantes especiais para o Brasil.

(Com informações da Ascom da Capes)

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