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Capes contesta reportagem sobre bolsista do Ciência sem Fronteiras

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou que uma matéria divulgada na segunda-feira, 11, pela TV Globo, sobre a bolsista do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) Amanda Amâncio de Oliveira, está incorreta.

 A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou que uma matéria divulgada na segunda-feira, 11, pela TV Globo, sobre a bolsista do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) Amanda Amâncio de Oliveira, está incorreta.

A Diretoria de Relações Internacionais da Capes esclareceu que o retorno da estudante foi autorizado pela Capes, ao contrário do que foi dito na reportagem. [Leia comentário da estudante em sua página na rede social Facebook]

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"Na manhã de ontem passou na Globo uma reportagem sobre o Ciência sem Fronteiras onde eu apareço. Gostaria de dizer que tudo o que foi dito a meu respeito naquela reportagem é mentira", afirmou a estudante, em seu perfil no Facebook.

Amanda de Oliveira comprovou a conclusão total dos créditos cursados na universidade no exterior, optando pela não realização do estágio, por motivo justificado. "Eu não voltei para o Brasil pela insegurança gerada pela falta do dinheiro. Eu voltei pelo simples motivo que minhas aulas na UFT começariam agora e eu julguei não valer a pena perder outro semestre" diz o texto de Amanda, esclarecendo que essa explicação foi dada à reportagem, que no entanto a omitiu.

A Diretoria de Relações Internacionais da Capes informou também que o auxílio deslocamento de retorno é pago pela Capes, após a comprovação do cumprimento das atividades acadêmicas. Mesmo que a estudante tenha se antecipado na compra da passagem, o dinheiro do auxílio é depositado no cartão do bolsista, respeitando o prazo padrão dos trâmites financeiros internacionais. Por fim, informou que o valor referente ao auxílio deslocamento foi transferido à estudante nesta semana.

A Capes ressaltou ainda que a resposta enviada ao jornal no sábado, 9, pela Assessoria de Comunicação Social do MEC, informava que não havia retorno de bolsistas ao Brasil devido ao atraso no repasse de recursos para o período de estágio, motivo alegado pela matéria da TV Globo.

A Capes entende que é fundamental que a imprensa dê publicidade aos esclarecimentos dados pelos órgãos, instituições e fontes consultadas, como este órgão que, diariamente, atende aos diversos veículos de imprensa de todo o Brasil. Somente tornando públicas informações devidamente apuradas a imprensa poderá servir à sociedade de forma transparente e imparcial.

(Assessoria de Comunicação Social)

Leia o comentário da estudante Amanda Amâncio Oliveira

Vice Reitora da King's College London fala sobre a importância e o impacto positivo do CsF nas relações educacionais entre o Reino Unido e o Brasil.

"As oportunidades que têm sido abertas pelo CsF, a resposta positiva ao Programa pelo amplo Setor de Educação Superior do Reino Unido (UK HE Sector) e os excelentes estudantes brasileiros que nós temos recebido no Reino Unido, em conjunto, contribuíram para nossa orgulhosa decisão de alocar no Brasil um de nossos quatro escritórios internacionais, juntamente com os escritórios dos Estados Unidos da América, China e Índia."

Em correspondência encaminhada à equipe do CsF, a vice-reitora, internacional, de King's College London, uma das mais tradicionais e renomadas intituições do Reino Unido, fala abertamente da importância e do impacto positivo do CsF nas relações educacionais entre o Reino Unido e o Brasil. Veja abaixo o depoimento da Dra. Newman. 

Ciência sem Fronteiras: mudando a forma como as Universidades do Reino Unido percebem a Educação Superior no Brasil

Por Joanna Newman (tradução CNPq)

Vice-Reitora, Internacional, King’s College London

 

Joanna-Newman“As oportunidades que têm sido abertas pelo CsF, a resposta positiva ao Programa pelo amplo Setor de Educação Superior do Reino Unido (UK HE Sector) e os excelentes estudantes brasileiros que nós temos recebido no Reino Unido, em conjunto, contribuíram para nossa orgulhosa decisão de alocar no Brasil um de nossos quatro escritórios internacionais, juntamente com os escritórios dos Estados Unidos da América, China e Índia.”

"The opportunities that have been opened up by SwB, the positive response to the programme by the wider UK HE Sector that I was able to help coordinate, and the excellent Brazilian students we have received in the UK have all contributed to our decision to proudly make Brazil the location of one of our four international offices, alongside our others in the USA, China and India."

 

Antes de unir-me ao King’s College London, uma das mais prestigiosas universidades do mundo, eu era responsável pela execução do Ciência sem Fronteiras (CsF) no Reino Unido, como parte de meu papel de Diretora da Unidade Internacional da Universities UK, agência Britânica para a Educação Superior. Eu supervisionei o acordo histórico entre nossos dois países e a implementação do programa em mais de 80 universidades na Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

Antes do CsF, o Reino Unido nunca havia hospedado um programa tão amplo de recursos financiados por apenas uma instituição. A decisão do Governo Brasileiro em conceder bolsas de estudos completas para mais de 100.000,00 estudantes de graduação e pós-graduação, dando aos mesmos a oportunidade de complementar sua educação superior com uma experiência no exterior, tem sido excelente e já está mostrando benefícios de longo alcance.

Apesar de ser um destino incrivelmente popular, graças ao CsF as universidades britânicas terão recebido perto de 10.000 estudantes Brasileiros entre 2012 a 2015, um acontecimento que muda, radical e positivamente, as relações entre nossos dois setores de educação superior. Como resultado de seus esforços acadêmicos, esses estudantes têm recebido excelente retorno de seus professores e supervisores no Reino Unido, e estão ganhando a reputação de alunos que elevam o padrão em salas de aula, seminários e laboratórios.

 Tenho a certeza de que a experiência internacional em um país estrangeiro também contribui para a capacidade dos alunos em pensar sobre seu próprio país a partir de uma perspectiva internacional, capacitando-os a identificar e compartilhar as coisas boas do seu próprio país e a pensar sobre as áreas que podem ser desenvolvidas e melhoradas.

O compartilhamento de perspectivas internacionais é essencial para um debate saudável e produtivo sobre as questões globais, enfrentadas por todos. Incentivar as mentes dos jovens a participarem ativamente desse debate é uma garantia, de médio prazo, de que a sociedade global será capaz de responder aos nossos desafios mais amplos.

Os estudantes não são os únicos que se beneficiam da experiência internacional oferecida pelo CsF. Temos visto uma forte conexão entre as equipes de relações internacionais das universidades desde que o programa foi lançado. Claramente, há um crescente interesse por – e habilidade em responder a – colaborações internacionais entre nossas respectivas universidades que ultrapassa os limites do CsF. Não é exagero afirmar que o programa tem ajudado as instituições brasileiras de educação superior a trazerem a internacionalização para o topo de suas agendas.

No King’s College London temos uma estratégia internacional forte, e parte do meu papel aqui, como Vice-Diretora Internacional, é expandir nossas parcerias de longo prazo que promovam a pesquisa e a mobilidade de estudantes e funcionários em todo o mundo. As oportunidades que têm sido abertas pelo CsF, a resposta positiva ao Programa pelo amplo Setor de Educação Superior do Reino Unido (UK HE Sector), e os excelentes estudantes brasileiros que nós temos recebido no Reino Unido, em conjunto, contribuíram para nossa orgulhosa decisão de alocar no Brasil um de nossos quatro escritórios internacionais, juntamente com os escritórios dos Estados Unidos da América, China e Índia.

Tenho certeza de que os colegas no Reino Unido farão eco ao meu posicionamento, louvando o CsF e sua contribuição para um debate global mais rico dentro do setor acadêmico. Eu também estou confiante de que o Brasil vai se beneficiar da inclusão dessas jovens mentes, agora internacionalmente experientes, na economia, na política do país e na comunidade científica.

Eu, pessoalmente, espero que o Ciência sem Fronteiras tenha um futuro longo e bem-sucedido à frente.

Joanna Newman

 

Tradução: Equipe CsF - CNPq

 

Texto original abaixo:

Science without Borders: changing the way UK universities see Brazilian Higher Education

By Joanna Newman

VP International, King’s College London

 

The opportunities that have been opened up by SwB, the positive response to the programme by the wider UK HE Sector that I was able to help coordinate, and the excellent Brazilian students we have received in the UK have all contributed to our decision to proudly make Brazil the location of one of our four international offices, alongside our others in the USA, China and India.”

 

Before joining King’s College London, one of the world’s most prestigious universities, I was responsible for delivering the Science without Borders (SwB) initiative in the UK as part of my role as Director of the International Unit of the British higher education agency Universities UK. I oversaw the historical agreement between our two countries and the programme’s implementation across more than 80 universities throughout England, Scotland, Wales and Northern Ireland.

Before Science without Borders, the UK had never hosted such a large funding programme financed by a single institution. The Brazilian government’s decision to provide full scholarships to over 100,000 undergraduate and postgraduate students, giving them the opportunity to complement their higher education experience abroad, has been an excellent one that is already showing far-reaching benefits.

Despite already being an incredibly popular destination, thanks to SwB UK universities will have received close to 10,000 Brazilian students from 2012 to 2015, a development that radically and positively changes the relation between our two higher education sectors. As a result of their academic efforts, these students have been receiving excellent feedback from their lecturers and supervisors in the UK, and have gained a reputation as students who raise the bar for others in the lecture theatre, seminar room and laboratory. I am positive that international experience in a foreign country also contributes to the students’ ability to think about their own country from an international perspective, enabling them to identify and share what is good about their home country and to think about areas that could be developed and improved.

The sharing of international perspectives is essential to a healthy and productive debate about the global issues that we all face. Encouraging young minds to be actively part of this debate is a medium-term guarantee that our global society will be able to respond to the wider challenges faced by all of us.

Students are not the only ones who benefit from the international experience SwB offers. We have also seen a stronger connection between universities’ international relations teams since the launch of the programme. There is clearly an increased appetite for – and an ability to respond to – international collaboration amongst our respective universities that goes beyond SwB. It is no exaggeration that the programme has helped push the internationalisation of Brazilian higher education institutions to the top of their agendas.

At King’s College London we have a strong international strategy, and part of my role here as Vice Principal International is to expand our long-term partnerships that promote student and staff mobility and research across the globe. The opportunities that have been opened up by SwB, the positive response to the programme by the wider UK HE Sector that I was able to help coordinate, and the excellent Brazilian students we have received in the UK have all contributed to our decision to proudly make Brazil the location of one of our four international offices, alongside our others in the USA, China and India.

I am positive that colleagues in the UK will echo me in praising SwB and its contribution to a richer global debate within the academic sector. I am also confident that Brazil will benefit from the inclusion of these now internationally-experienced young minds in the country’s economy, politics and scientific community.

I personally hope Science without Borders has a long and successful future ahead.

 

Joanna Newman

 

Bolsista de engenharia participa de projeto de satélite da Nasa

A partir da atuação como bolsista de graduação-sanduíche do programa Ciência sem Fronteiras (CsF), o estudante Mateus Oliveira, de 22 anos, hoje integra um projeto espacial patrocinado pela Nasa, a agência espacial americana, em uma instituição dos Estados Unidos, a Universidade de Saint Louis.

A partir da atuação como bolsista de graduação-sanduíche do programa Ciência sem Fronteiras (CsF), o estudante Mateus Oliveira, de 22 anos, hoje integra um projeto espacial patrocinado pela Nasa, a agência espacial americana, em uma instituição dos Estados Unidos, a Universidade de Saint Louis.

Aluno de engenharia aeroespacial na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Mateus começou a trabalhar no laboratório de sistemas espaciais após cursar uma disciplina prática ministrada pelo diretor da equipe e obter notas altas. "A seleção foi feita a partir de encontros com o professor e membros do laboratório. Também tive que entregar meu currículo e uma carta relatando sobre minha vida acadêmica, meus projetos e porque gostaria de trabalhar no laboratório", conta.

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O laboratório de sistemas espaciais que Mateus faz parte é responsável pelo projeto Rascal, um satélite de duas pequenas naves espaciais para aprimorar tecnologias de operações de proximidades e percepção no espaço. "Para realizar a missão, o satélite tem vários subsistemas, como subsistema de propulsão, de imagem, entre outros. Por meio do subsistema de imagem será possível obter imageamento infravermelho com detecção de proximidade e de operações automatizadas. Após serem lançadas no espaço, as naves espaciais entrarão em sincronização e, assim, será possível obter parâmetros como distância e velocidade, que posteriormente serão processados e contribuirão para aprimorar manobras no espaço", explica o estudante.

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Rascal
A Nasa tem projetos educacionais e parcerias com muitas universidades dos Estados Unidos e, anualmente, seleciona os melhores projetos do país para serem lançados no espaço por meio do seu programa educacional de nanossatélites. Rascal foi um dos selecionados no ano passado.

O satélite está sendo construído no Laboratório de Sistemas Espaciais da Universidade de Saint Louis e tem previsão de lançamento para 2016. "Meu trabalho abrange várias partes, como construção, realização de testes e documentação. Atualmente estou trabalhando na documentação de um dos subsistemas do Rascal. Tem sido uma experiência fantástica participar de um projeto como esse. É uma grande conquista para a minha carreira e, consequentemente, para a UFMG", define Mateus.

Retorno e contribuição
O estudante de engenharia afirma que pretende aplicar a experiência adquirida por meio do intercâmbio em sua instituição de origem. "Tive a oportunidade de cursar matérias que não são disponibilizadas na UFMG, conheci diferentes didáticas e participei de projetos que poderão contribuir para aprimorar o meu curso no Brasil. Tenho um grande desejo de contribuir com os projetos da minha instituição. A universidade tem diversos projetos importantes que contribuem para o crescimento e aprendizado dos estudantes, como aerodesign, rumo ao espaço, além de diversas oportunidades de iniciação científica", afirma.

Mateus destaca que os novos conteúdos aos quais teve contato nos Estados Unidos deverão ser utilizados em seu retorno ao país. "Durante meu intercâmbio nos EUA tenho aprendido bastante sobre diferentes áreas, como design de aeronaves, programação, análise estrutural, CubeSat Missions etc. Ao retornar a UFMG pretendo me engajar novamente em algum projeto e estarei a disposição para ajudar da melhor forma possível aqueles que me solicitarem contribuições".

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Oportunidade de crescimento
Morando há nove meses nos Estados Unidos, o Mateus considera o CsF uma excelente oportunidade para os estudantes brasileiros. "Pelo Ciência sem Fronteiras é possível viver uma experiência única, tanto pessoal quanto profissional. O estudante cursa disciplinas diferentes, participa de projetos, conhece outras culturas, faz estágio em grandes empresas, participa de pesquisas nas melhores universidades do mundo, além aperfeiçoar as habilidades em outro idioma", ressalta. Sobre a língua, o estudante explica que no laboratório em que trabalha tem tido a compreensão dos colegas que o ajudam quando enfrenta dificuldades com alguns termos técnicos.

Depois dessa experiência na graduação, Mateus se mostra confiante com o futuro. "Com o CsF, obtive um grande crescimento profissional, acesso a ótimas oportunidades e consegui aproveitá-las. Hoje em dia me sinto mais preparado e qualificado para seguir minha trajetória", conclui.

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Ciência sem Fronteiras
Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de suas respectivas instituições de fomento – Capes e CNPq.

Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior. Dados do programa podem ser consultados no Painel de Controle do CsF.

(Pedro Arcanjo CCS/Capes)

Ex-bolsista orienta publicação sobre drones a ser apresentada na Turquia

Há quase dois anos, o então bolsista de doutorado sanduíche do programa Ciência sem Fronteiras, Bruno Sielly Jales Costa, recebeu prêmio por melhor artigo em um congresso na cidade de Lausanne, Suíça.

Há quase dois anos, o então bolsista de doutorado sanduíche do programa Ciência sem Fronteiras, Bruno Sielly Jales Costa, recebeu prêmio por melhor artigo em um congresso na cidade de Lausanne, Suíça. Hoje, como professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Bruno orientou a publicação de três alunos do ensino médio/técnico, Vitor Greati, Vinícius Ribeiro e Celso Soares, que tiveram artigo aceito para apresentação no 2015 IEEE International Conference on Fuzzy Systems (FUZZ-IEEE 2015), um dos maiores congressos da área de inteligência computacional do mundo, que esse ano acontece em Istambul, Turquia.

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O trabalho aceito para apresentação é intitulado "A Visual Protocol for Autonomous Landing of Unmanned Aerial Vehicles Based on Fuzzy Matching and Evolving Clustering" e é produto do projeto de pesquisa iniciado em 2014 no IFRN intitulado "Desenvolvimento de um Protocolo Visual de Pouso para Veículos Aéreos Não-Tripulados", orientado por Bruno e co-orientado pelo professor Ivanilson França Vieira Júnior.

De acordo com o professor, o artigo propõe uma nova abordagem para o pouso preciso de veículos aéreos não tripulados (drones) através de um código visual próprio semelhante ao já conhecido QR Code. "Um aparelho smartphone acoplado ao drone é capaz de identificar corretamente e de maneira bastante precisa um local de pouso dentro de uma grande área de visão. Tal ferramenta facilitaria o uso de drones em missões autônomas, como por exemplo, a entrega de encomendas de uma empresa de transportes, visita a locais de difícil acesso humano etc", explica Bruno.

O ex-bolsista destaca a simplicidade e a autonomia permitida pelo desenvolvimento do trabalho. "Uma das principais vantagens da aplicação é que todo o processamento é realizado no dispositivo acoplado ao drone, sendo possível, assim, produzir em casa o seu próprio helipad (base de pouso do drone) utilizando uma impressora colorida comum", conta.

O evento
A IEEE International Conference on Fuzzy Systems (FUZZ-IEEE) é uma das mais consagradas conferências mundiais sobre sistemas fuzzy, e um dos carros chefes da área de inteligência computacional. Esse ano acontecerá em Istambul, Turquia, nos dias 2 a 5 de agosto. Em 2015 se comemoram os 50 anos do o primeiro artigo na área, publicado pelo Professor Lotfi Zadeh. Durante esse período, os sistemas fuzzy têm sido aplicados, com sucesso, em variados campos, tais como controle, robótica, sistemas inteligentes e análise de imagens. O evento contará com apresentações orais e em pôster, além de painéis, um programa completo de tutoriais, workshops e sessões especiais.

A equipe
Vitor Rodrigues Greati, Vinícius Campos Tinoco Ribeiro e Celso Soares são estudantes concluintes do Ensino Médio Integrado ao Técnico em Informática, pelo IFRN Campus Natal - Zona Norte. Vitor atua em projetos de pesquisa desde 2013, tendo sido bolsista da Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação do IFRN, por dois anos, em projeto de química que lhe rendeu participações em diversas mostras e feiras e, mais recentemente, um processo de geração de patente. Vinícius esteve inserido em projetos de extensão, na área de ecologia e esportes, desde 2011. Ambos são também bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em projeto voltado ao treinamento de estudantes do ensino técnico para competições de programação. Celso atuou como monitor da disciplina de algoritmos em 2011, no IFRN, e iniciou sua trajetória na pesquisa com o projeto que gerou o artigo para o FUZZ-IEEE. Os alunos conseguiram também, em 2014, o segundo lugar em uma competição nacional de programação, a Copa Rio Info de Algoritmos (CRIA).

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O professor Bruno, doutor em Engenharia Elétrica e de Computação em 2014 pela UFRN e bolsista do programa Ciência sem Fronteiras em 2013, realizou o seu estágio doutoral na Universidade de Lancaster, Inglaterra, parceria que deu origem a diversas publicações em periódicos relevantes e congressos internacionais, incluindo a premiação de melhor artigo discente na International Conference on Cybernetics (CYBCONF' 2013), em 2013, na cidade de Lausanne, Suíça. Dedica-se atualmente à pesquisa nas áreas de inteligência computacional e automação industrial. O professor Ivanilson, professor do IFRN desde 2010, dedica-se à pesquisa nas áreas de sistemas embarcados, redes de computadores e aplicações com veículos aéreos não tripulados.

CsF
Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de suas respectivas instituições de fomento – Capes e CNPq.

Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior. Dados do programa podem ser consultados no Painel de Controle do CsF.

(Pedro Arcanjo)

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