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Estudantes brasileiros constroem habilidades na Austrália para tornarem-se aptos em suas futuras profissões.

Dois bolsistas do Programa Ciências sem Fronteiras - CsF na Universidade de Queensland passaram suas férias de verão entre 2013/2014 trabalhando intensamente na demolição de um icônico centro de compras, o Gold Coast, e a partir dessa atividade, construirão suas futuras carreiras.

Dois bolsistas do Programa Ciências sem Fronteiras - CsF na Universidade de Queensland passaram suas férias de verão entre 2013/2014 trabalhando intensamente na demolição de um icônico centro de compras em Gold Coast e a partir dessa atividade, construirão suas futuras carreiras.

Irina Serrano Santos e Gustavo Henrique Junqueira Penitente realizaram estágio de oito semanas no Programa de Preparação de Oficina e Estágio Profissional desenvolvido e patrocinado pela Divisão Internacional de Estudos de Extensão do ICTE da Universidade de Queensland em parceria com o Departamento de Estágios Australianos e Internacionais da Universidade de Queensland.

Os estudantes de Engenharia Civil aprenderam as técnicas e habilidades de suas profissões com o Grupo DELTA, um líder na indústria Civil Australiana contratado para demolir setores do centro de compras da Feira do Pacífico e a preparação para uma reforma de 670 milhões de dólares australianos.

O Sr. Rick Barton do Grupo DELTA disse que sua organização está comprometida em aumentar o número de vagas de emprego através de programas de treinamento em estágios.

“Este programa ajuda a construir uma ponte para a vazio entre estudo e oficina,” disse o Sr. Barton.

“Isso habilitou o Grupo DELTA a ter estudantes de alto nível e, através de treinamento em estágio, desenvolvê-los para ficarem prontos para trabalhar, profissionais altamente empregáveis.”

Gustavo disse que as habilidades adquiridas, particularmente a confiança para se comunicar com as pessoas por todas as áreas de uma organização, irão ajudá-lo a começar sua carreira.

“Meu estágio está abrindo minha visão do mundo. Está me dando novas idéias, novos caminhos para encarar os desafios e ajudando minha criatividade.

“É o empurrão que eu precisava para me preparar para uma carreira em gerenciamento de projeto.”

Para Irina a experiência com sua primeira demolição, ajudou a dar direção às ambições de sua carreira.

“Meus estudos me deram um bom entendimento teórico de Engenharia Civil. Meu estágio está me proporcionando experiência prática”, disse Irina.

“Quando eu estava estudando eu não estava completamente segura de qual o tipo de trabalho eu queria. Agora eu sei que este é o tipo de trabalho que eu quero fazer e eu sinto-me pronta para fazer isso.”

Irina e Gustavo são dois membros de um grupo de 39 bolsistas do Programa Ciência sem Fronteiras do Governo Brasileiro os quais tiveram benefício do Programa de Estágio Profissional e Oficina de Preparação quando completaram um ou dois semestres de programas de Estudo no Exterior na Universidade de Queensland.

Mais de 14 bolsistas CsF completaram o treinamento de Oficina de Preparação da ICTE-UQ de oito semanas e programa de colocação Estágio de Pesquisa UQ coordenado pelo Escritório de Benefício UQ.

O Vice Diretor Sr. Phillip Fredericks disse que os programas são uma oferta única:

“Os programas seguem um modelo de treinamento de duas etapas. Eles permitem aos alunos desenvolverem competências sociais tais como oficina de comunicação, trabalho em grupo e treinamento de habilidades de solução de problemas fornecidos pelo ICTE-UQ antes do início da colocação em estágio profissional ou de pesquisa para adquirirem experiência prática em seu campo profissional,” disse o Sr. Fredericks.

“As habilidades e experiências que os estudantes adquirirem serão inestimáveis assim que eles fizerem a transição do estudo para o trabalho.”

Em adição aos programas de treinamento em habilidade de oficina, mais de 280 bolsistas CsF têm acesso a treinamento encaminhamento à língua inglesa do ICTE-UQ para acesso aos programas de Estudo no Exterior desde 2012.

“ICTE-UQ está agora numa posição onde não apenas assiste aos bolsistas do CsF o caminho para os programas UQ, mas também o percurso de seus estudos UQ para a estágio,” disse Sr. Fredericks.

Irina e Gustavo no sítio no projeto de demolição do centro de compras da Feira do Pacífico do Grupo DELTA com o Sr. Rick Barton.

Equipe do CsF e The Group of Eight

Bolsista do Ciência sem Fronteiras recebe 1º lugar em encontro na área de biologia nos EUA

O bolsista de doutorado-sanduíche do programa Ciência sem Fronteiras (CsF), Guilherme Ortigara Longo, conseguiu o primeiro lugar com um trabalho apresentado no 43rd Benthic Ecology Meeting, na cidade de Jacksonville, Flórida, ocorrido em março de 2014. O brasileiro está no Georgia Institute of Technology, onde realiza estudos de ecologia química aquática, especialmente em recifes de coral.

O bolsista de doutorado-sanduíche do programa Ciência sem Fronteiras (CsF), Guilherme Ortigara Longo, conseguiu o primeiro lugar com um trabalho apresentado no 43rd Benthic Ecology Meeting, na cidade de Jacksonville, Flórida, ocorrido em março de 2014. O brasileiro está no Georgia Institute of Technology, onde realiza estudos de ecologia química aquática, especialmente em recifes de coral.

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Guilherme é bolsista no Brasil da Universidade Federal de Santa Catarina e nos EUA do Georgia Institute of Technology.

O trabalho desenvolvido por Guilherme busca mostrar que algas que estão competindo quimicamente com corais podem ficar mais "saborosas" para os herbívoros, fato que acaba ajudando os corais a se livrar delas, beneficiando, assim, a saúde do recife como um todo. "Esse resultado é particularmente importante porque ressalta o papel dos herbívoros, como peixes e ouriços, na recuperação de recifes de coral. Eles controlam, potencialmente, as populações de algas e mantém colônias de corais mais saudáveis", explica.

O professor que trabalha com Guilherme nos EUA, Mark Hay, é um dos pioneiros no assunto.

Apresentação
Os resultados obtidos foram apresentados no encontro na Florida, uma das reuniões mais importantes do mundo para o estudo de organismos como macroalgas e invertebrados marinhos. "Minha participação foi fortemente incentivada pelo professor e apoiada pelo Georgia Institute of Technology. Certamente o fato de já estar nos EUA foi um dos fatos que tornou possível minha participação neste congresso. O próximo passo é publicar um artigo científico com esses resultados como parte da minha tese de doutorado", conta. 

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O encontro na Florida é uma das reuniões mais importantes do mundo para o estudo de organismos como macroalgas e invertebrados marinhos


Premiação no México
Guilherme Longo teve também outro trabalho premiado durante o doutorado sanduiche. Foi em outubro de 2013, no 1º Congreso Panamericano de Arrecifes Coralinos, em Mérida, no México. "Apresentei os resultados de outro capítulo da minha tese de doutorado, desenvolvido inteiramente no Brasil, e o trabalho também foi premiado, dessa vez em terceiro lugar. Os resultados compõem a primeira avaliação integrada de ambientes recifais rasos do Atol das Rocas, incluindo dados sobre a cobertura de corais e algas, comunidade de peixes e processos ecológicos importantes como herbivoria", lembra.

Este trabalho é um dos frutos da Rede Nacional de Pesquisa em Biodiversidade Marinha e contou com a participação de pesquisadores de diferentes instituições no Brasil. Foi coordenado por Sergio Floeter, orientador de Guilherme, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e está sendo finalizado para publicação. Além da bolsa para o doutorado-sanduíche nos Estados Unidos, Guilherme é bolsista pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no Brasil, como estudante de doutorado da UFSC.

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Em outubro de 2013, Guilherme recebeu uma premiação no México por um trabalho desenvolvido inteiramente no Brasil


Doutorado-Sanduíche
Segundo o bolsista brasileiro, poder realizar parte de sua pesquisa no exterior foi essencial para os encaminhamentos positivos do trabalho, por ampliar o escopo da análise. "Por meio da Rede Nacional, tive a oportunidade de reunir dados de pelo menos 14 locais ao longo da costa brasileira, desde o Maranhão até Santa Catarina. Durante o período do sanduíche, tive a oportunidade de expandir as coletas de dados em diversos locais do Caribe (ex. México, Belize e Curaçao) e costa leste dos EUA (ex. Florida, Georgia, North Carolina)", ressalta.

Para Guilherme, um resultado importante da pesquisa é a ponte entre cientistas de diferentes países. "Todo esse esforço construiu importantes canais de colaboração entre pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos e resultará em avanços científicos mais robustos".

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Para Guilherme, um resultado importante da pesquisa é a ponte entre cientistas de diferentes países


Sobre a importância da modalidade, o bolsista não hesita em definir como experiência fundamental para um aluno de doutorado, independentemente da área do conhecimento, e, potencialmente, o melhor investimento que um doutorando pode receber. "A oportunidade de realizar uma imersão de até um ano em uma instituição de ensino no exterior certamente tem um valor muito maior que o investimento financeiro da bolsa. Além do crescimento pessoal de imersão em outra cultura, língua e lugares, é sem dúvida um momento de crescimento profissional intenso", afirma.

Guilherme conta que a experiência no exterior transformou sua visão sobre a ciência no Brasil. "O doutorado-sanduíche é uma oportunidade única de observar como a universidade, o programa de pós-graduação e até mesmo a pesquisa é gerida e encarada de maneira diferente. Isso é imprescindível para identificar erros e acertos, traçar planos pra mudar a realidade acadêmica no país e acabar de uma vez por todas com um fantasma que vaga pelos corredores de diversas universidades brasileiras de que somos menos preparados ou capazes quando comparados a estudantes do exterior. Pelo contrário, nossas limitações de infraestrutura e financiamento nos ensinam a dar valor a esses recursos, aproveitá-los ao máximo quando disponíveis, mas também nos mostra o quanto devemos trabalhar por melhores condições de pesquisa no país", conclui.

(Pedro Arcanjo - CCS/Capes)

Bolsistas do CsF relatam experiência nas empresas australianas em periódico do Group of 8 (Austrália)

Uma publicação do Group of 8, parceiro do Ciência sem Fronteiras que representa oito universidades de excelência na Austrália, publicou recentemente em seu períódico os destaques e depoimentos de bolsistas do programa que tem demonstrado a importância de seus estudos e período de estágio em empresas australianas visando a melhoria de suas competências e habilidades. Esse treinamento com certeza irá repercutir na melhor preparação para atuar no cada vez mais disputado mercado Brasileiro e internacional.

 Uma publicação do Group of 8, parceiro do Ciência sem Fronteiras que representa oito universidades de excelência na Austrália, publicou recentemente em seu períódico os destaques e depoimentos de bolsistas do programa que tem demonstrado a importância de seus estudos e período de estágio em empresas australianas visando a melhoria de suas competências e habilidades. Esse treinamento com certeza irá repercutir na melhor preparação para atuar no cada vez mais disputado mercado Brasileiro e internacional.

Depoimentos de:

  • João Ricardo Paulino - Estágio na L’Oreal em Melbourne
  • Cesar Eduardo Gullich Fernandes - Estágio em Engenharia em Melbourne
  • Felipe Fischmann – Estágio em Ciência Ambiental em Hobart
  • André Erbice Durgante – Estágio na área Médica em Sydney
  • João Coehlo Estágio na OMC International em Melbourne
  • Igor Hoffmann Coelho – Estágio em Engenharia em Melbourne

Conheça mais sobre a experiência dos bolsistas acessando o periódico original clicando aqui, página 07,  somente em inglês.

Prorrogadas até 15/04 as inscrições no 1º calendário das Chamadas de Jovem Talento e Pesquisador Visitante Especial - CsF

Foram prorrogadas até 15/04/2014, terça-feira, as inscrições para as Chamadas de Pesquisador Visitante Especial - PVE e Atração de Jovem Talento - BJT lançadas pela CAPES e CNPq no âmbito do Programa Ciência sem Fronteiras. As chamadas tem como objetivo o apoio financeiro a projetos de pesquisa que visem por meio do intercâmbio, da mobilidade internacional e da cooperação científica e tecnológica, promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência, inovação, e tecnologia, bem como da competitividade do País com enfoque nas áreas contempladas do Programa Ciência sem Fronteiras.

Foram prorrogadas até 15/04/2014, terça-feira, as inscrições para as Chamadas de Pesquisador Visitante Especial - PVE e Atração de Jovem Talento - BJT lançadas pela CAPES e CNPq no âmbito do Programa Ciência sem Fronteiras. As chamadas tem como objetivo o apoio financeiro a projetos de pesquisa que visem por meio do intercâmbio, da mobilidade internacional e da cooperação científica e tecnológica, promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência, inovação, e tecnologia, bem como da competitividade do País com enfoque nas áreas contempladas do Programa Ciência sem Fronteiras. 

Para essas modalidades de bolsa, PVE e BJT, a CAPEs contemplará os programas de Pós-Graduação e o CNPq concederá bolsas a Pesquisadores bolsistas PQ ou DT ou equivalente, Institutos do MCTI e Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia. 

Para saber mais informações acesse as páginas de cada uma das modalidades de bolsa: BJT ou PVE.

 

Equipe do Ciência sem Fronteiras. 

 

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