No mês de maio, foi realizada a 5ª Força-Tarefa de Ciência Sem Fronteiras na sede da Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham), em São Paulo, com objetivo de fomentar o diálogo entre os setores público e privado e aumentar o engajamento de empresas na disponibilidade de estágios no exterior e na adesão ao Portal Estágios e Empregos, recentemente lançado pelo Programa.

No mês de maio, foi realizada a 5ª Força-Tarefa de Ciência Sem Fronteiras na sede da Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham), em São Paulo, com objetivo de fomentar o diálogo entre os setores público e privado e aumentar o engajamento de empresas na disponibilidade de estágios no exterior e na adesão ao Portal Estágios e Empregos, recentemente lançado pelo Programa.

Participaram da reunião, o coordenador-geral do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) no CNPq, Marcio Ramos Oliveira, a coordenadora de bolsas da Capes, Marilene Vieira,  o diretor executivo da Comissão para Intercâmbio Educacional entre os Estados Unidos e o Brasil (Fulbright), Luiz Valcov Loureiro e representantes de várias empresas parceiras ou que manifestaram interesse em se envolver com a capacitação de recursos humanos e o fomento de estágios no exterior por meio do CsF, especialmente nas áreas de ciência, tecnologia, matemática e engenharia. 
 
Com a formatura dos primeiros estudantes financiados pelo Programa, o governo se empenha para que eles sejam rapidamente absorvidos pelas empresas. Uma das iniciativas foi a criação do Portal Estágios e Empregos, reunindo informações de bolsistas à procura de emprego e empresas que buscam profissionais especializados. Segundo o coordenador, Marcio Ramos Oliveira, desde o lançamento do Portal, a ferramenta virtual já cadastrou mais de 4 mil bolsistas. Em três semanas, o volume de acessos chegou a 52 mil. Atualmente, há 54 vagas publicadas de 25 empresas. A partir de junho, o portal aceitará vagas no exterior.
 
Nos dois anos de existência do Programa, já foram concedidas 20 mil bolsas. Serão oferecidas mais 25 mil bolsas até o fim deste ano, somando 45 mil. Até 2015, o governo deverá ter cumprido a meta de financiar 101 mil bolsistas, destaca o coordenador. Das 20 mil bolsas em andamento, 4,3 mil são para cursos nos Estados Unidos, o destino mais procurado.
 
Fullbright - Nos Estados Unidos, a Comissão Fullbright é uma das interlocutoras do CSF junto às universidades americanas. De acordo com Luiz Loureiro, diretor executivo da Comissão Fullbright, há 581 estagiários do CSF em 178 empresas. Outros 150 alunos brasileiros estão trabalhando com pesquisas nas universidades.
 
“É um número bastante grande, ao que se chegou com a ajuda da Amcham e de cada uma das empresas e universidades”, destaca Loureiro. No entanto, algumas limitações impedem o crescimento desse volume. A principal delas é a barreira do idioma, aponta Loureiro. É por isso que o MCTI criou o programa Inglês Sem Fronteiras, curso online de idiomas voltado aos bolsistas que não atingiram o nível desejado para acompanhar as aulas em outra língua.
 
Aprendizado acadêmico e pessoal - De volta ao Brasil no início do ano, a estudante de engenharia de computação Gabriela Botelho fez parte da primeira leva de bolsistas do CSF e agora faz estágio em uma startup brasileira.
 
Nos Estados Unidos, Gabriela estudou na tradicional Universidade Dartmouth, em Massachussets. “Também tive a oportunidade de conhecer Harvard e o MIT – Massachussets Institute of Technology”, afirma ela.
 
A flexibilidade da grade curricular americana foi uma das gratas surpresas da estudante brasileira, que aproveitou para frequentar cursos de modelagem em 3D, uma área de design industrial que ainda carece de bons cursos no Brasil, e até piano.
 
No ano em que estudou nos Estados Unidos, Gabriela estagiou por três meses na área de desenvolvimento de TI da General Electric (GE) Healthcare. Na empresa, recebeu avaliações positivas e, com isso, espera ter causado boa impressão. “Espero que a GE se sinta motivada a contratar outros estudantes”,afirma ela.
Para ela, receber uma bolsa para estudar no exterior é a oportunidade para ampliar horizontes pessoais e profissionais. “Descobri que gosto de trabalhar em ambientes descontraídos, por isso estou em uma startup. Mas já fiz entrevistas para o Google e o Facebook”, adianta Gabriela.
 
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
(Com informações e fotos  da Amcham Brasil) 
 
(Atualizado em 02/07/2013)