Os bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras (CsF), na China, Wesley Staniswaff Jablonski e Ricardo Oliano de Carvalho participaram, de 1º a 4 de dezembro, de uma série de encontros oficiais no país, acompanhando a delegação do governo do estado do Rio Grande do Sul.

Os bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras (CsF), na China, Wesley Staniswaff Jablonski e Ricardo Oliano de Carvalho participaram, de 1º a 4 de dezembro, de uma série de encontros oficiais no país, acompanhando a delegação do governo do estado do Rio Grande do Sul.

A programação incluiu visitas a companhias chinesas que produzem material para computação; fibra óptica; caminhões e automóveis; além de palestras, seminários e encontros com autoridades chinesas, como o embaixador brasileiro em Pequim.

Segundo Wesley, estudante de engenharia Eletrônica, na Universidade Federal de Pelotas, a experiência teve um saldo positivo. "Pudemos conversar sobre as principais dificuldades que nós estudantes tivemos em relação adequação na China, o contato com autoridades que buscam o apoio técnico-cientifico com as universidades chinesas nos abriu um novo canal de comunicação e oportunidades futuras no âmbito acadêmico. Podemos agora sanar mais questões das nossas instituições de ensino no Brasil e tivemos a oportunidade de vivenciar um pouco da estruturação da indústria chinesa. Encontrar-se com tantas autoridades foi, por fim, um passo para minha formação profissional", disse.

 

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Bolsistas visitaram instalações de fabricante automotiva (Foto Caco Argemi - Reprodução Palácio Piratini)


Para o bolsista, que está na China desde o mês de setembro de 2013, se dedicando exclusivamente ao aprendizado da língua, já é possível perceber as diferenças entre o ambiente acadêmico brasileiro e o Chinês. "O que mais me chama a atenção aqui é o empenho que os professores e alunos chineses têm no aprendizado e conhecimento de novas coisas. Eles são muitos focados e conseguem absorver conhecimento muito rápido. O professor aqui é uma pessoa realmente respeitada, dentro de sala a palavra dele é lei" explicou.

O convite para participarem das visitas foi feito pela Associação de Estudantes Brasileiros na China, que além de representar os estudantes brasileiros promove a criação de redes de cooperação e sociabilidade; e encontros com propósitos acadêmicos e/ou de entretenimento.

ICAR
O também bolsista do programa na China, Carlos Erlan Olival Lima, estudante de engenharia mecânica na Instituto Federal do Piauí (IFPI), teve dois artigos seus aceitos pelo International Conference on Advanced Robotics (ICAR), congresso realizado em Montevidéu, no Uruguai, entre os dias 25 e 29 de novembro deste ano.

Segundo Erlan, os artigos "Um melhoramento no campo potencial convencional utilizando sistemas fuzzy para navegação de um robô sumo" e "Planejamento da Velocidade e da Direção de um Robô do Tipo Sumo Utilizando o Método de Campo Potencial com Sistemas Fuzzy", apresentados no congresso, mostram um melhoramento do método de campo potencial, utilizado para planejar o caminho de robôs autônomo, que determina a velocidade e a direção que o robô deve seguir para alcançar o seu alvo no menor tempo possível.

Para o bolsista, participar do programa está lhe proporcionando inúmeros benefícios. "É uma experiência única, você pode conviver com pessoas de outros países, aprender sobre sua cultura, sua história, a forma como elas pensam sobre a realidade do mundo contemporâneo. Além disso, como faço engenharia, posso conhecer as novas tecnologias que são utilizadas, participar de pesquisas científicas e assim enriquecer meus conhecimentos e com isso ser capaz de retribuir todo o investimento que a Capes esta fazendo", disse.

Gisele Novais - CCS/Capes