Luiz Henrique Vitti Felão passou um ano no país europeu como bolsista do programa federal. Pelo bom desempenho, recebeu o reconhecimento do Limerick Institute of Technology.

 Luiz Henrique Vitti Felão passou um ano no país europeu como bolsista do programa federal. Pelo bom desempenho, recebeu o reconhecimento do Limerick Institute of Technology.

ento do Limerick Institute of Technology.
por Ascom do MCTI

Publicação: 20/03/2015 | 18:02

Luiz Henrique conta que o interesse pelo CsF foi ao encontro de suas aspirações acadêmicas e profissionais. Crédito: Acervo pessoal

Em 2013, aos 24 anos, o estudante de engenharia elétrica da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), Luiz Henrique Vitti Felão, viajou pela primeira vez de avião. O destino, a cidade de Limerick, que fica a duas horas de Dublin, capital da Irlanda.

Na bagagem, muitos sonhos e expectativas. Não apenas de fazer turismo pelo país europeu, mas, principalmente, de aprender e interagir com professores, pesquisadores e estudantes de todo o mundo, durante o período de um ano em que estudaria no Limerick Institute of Technology (LIT) como bolsista do programa federal Ciência sem Fronteiras (CsF).

As horas dedicadas ao estudo foram recompensadas pelo rendimento atingido por Luiz Henrique. O aluno se destacou até mesmo entre os irlandeses e conseguiu um aproveitamento superior a 75% em todas as disciplinas cursadas na instituição.

O bom desempenho rendeu uma homenagem do professor Michael O'Connell, pró-reitor de estratégia e relações internacionais do LIT. Luiz ganhou um certificado e um cheque no valor de duzentos dólares, além do orgulho e da admiração do pai, Newton Rodrigues Felão Júnior.

Sonhos e realizações

O estudante conta que o interesse pelo CsF foi ao encontro de suas aspirações acadêmicas e profissionais. Paulista de Agudos e filho de um representante comercial e de uma professora, ele diz que sempre teve vontade de viajar para o exterior, mas não imaginava conhecer tantos lugares diferentes e ter uma experiência tão enriquecedora.

"Nunca pensei que fosse conseguir [fazer intercâmbio para o exterior], pensei que fosse algo distante de mim. Minha família sempre foi humilde e acredito que, sem o Ciência sem Fronteiras, eu não teria a oportunidade de conhecer outro sistema de ensino e outras culturas", reforça Luiz Henrique, acrescentando que, no período, também conheceu a Itália, a Escócia, a Bélgica, a Alemanha e a República Tcheca.

Paixão de infância

A paixão pela engenharia existe desde criança, diz Luiz Henrique, em especial, pela área de robótica. No ensino médio, ele fez o curso técnico em eletrônica em um colégio estadual em Agudos. A decisão de seguir a carreira de engenheiro elétrico se consolidou após o estágio na Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), em Gavião Peixoto (SP), no setor de Instrumentação e Ensaios em Voo. "O contato com uma empresa brasileira de grande porte me influenciou fortemente a continuar estudando e seguir a profissão de engenheiro".

Desde o início da faculdade, a atividade de pesquisa foi intensa. No Laboratório de Instrumentação e Engenharia Biomédica da Unesp, orientado pelo professor Aparecido Augusto de Carvalho, colocou em prática alguns conceitos vistos na graduação. Como bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Pibic/CNPq/MCTI), por três anos, ele participou de projetos de biomédica, desenvolvendo equipamentos para auxiliar a reabilitação em pacientes com dificuldades motoras.

Diferenças e planos para o futuro

Luiz se encantou pela Irlanda assim que chegou. No campus do Limerick Institute of Technology (LIT), ele notou algumas diferenças entre as instituições brasileiras e irlandesas: "Achei o ensino europeu muito voltado ao mercado de trabalho, com disciplinas mais práticas e quase todas as aulas realizadas em laboratórios. Outra grande diferença também é a proximidade das empresas com as universidades – a maior parte dos projetos de pesquisa é financiada por empresas".

Cursando hoje o último semestre de engenharia elétrica na Unesp em Ilha Solteira (SP), Luiz Henrique planeja seguir carreira acadêmica e espera "conseguir contribuir e ajudar a sociedade da mesma forma com que fui ajudado". Ele pretende iniciar um projeto de doutorado no Laboratório de Instrumentação Eletrônica e Engenharia Biomédica da Unesp, a convite do professor Aparecido de Carvalho, o mesmo que o orientou no projeto de iniciação científica.

Brasileiros na Irlanda

No início deste mês, o jornal irlandês The Irish Times publicou uma reportagem especial destacando a presença de estudantes brasileiros no país. Segundo a publicação, é cada vez maior o número de estudantes do CsF que escolhe a Irlanda para estudar.

A Irlanda ingressou no programa federal em 2013, quando 537 brasileiros se inscreveram para fazer graduação-sanduíche em universidades locais. Hoje, 26 instituições irlandesas de ensino superior participam do CsF. Os três principais destinos são University of Limerick, Waterford Institute of Technology e NUI Galway. Ciência, engenharia, tecnologia e matemática se destacam entre as áreas de conhecimento.

Fonte: MCTI