Ao voltar dos Estados Unidos após um ano de intercâmbio, Guilherme Rosso, ex-estudante de bacharelado em Ciências e Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e um dos primeiros bolsistas do Ciência sem Fronteiras, sentiu necessidade de uma maior interação entre os egressos do programa. Assim, juntamente com outros três ex-bolsistas, iniciou, em fevereiro de 2014, a Rede CsF, um ambiente de integração para conectar e engajar participantes do Ciência sem Fronteiras e stakeholders para desenvolver ciência, tecnologia, inovação e educação como retorno ao investimento.

 Ao voltar dos Estados Unidos após um ano de intercâmbio, Guilherme Rosso, ex-estudante de bacharelado em Ciências e Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e um dos primeiros bolsistas do Ciência sem Fronteiras, sentiu necessidade de uma maior interação entre os egressos do programa. Assim, juntamente com outros três ex-bolsistas, iniciou, em fevereiro de 2014, a Rede CsF, um ambiente de integração para conectar e engajar participantes do Ciência sem Fronteiras e stakeholders para desenvolver ciência, tecnologia, inovação e educação como retorno ao investimento.

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"A nossa motivação surgiu na percepção que passamos a ter entre os contrastes (positivos e negativos) dos países de mobilidade em comparação com o Brasil e, principalmente, pela vontade de um projeto ou proposta robusta de continuidade dos objetivos dos programas de mobilidade acadêmica internacional após o referido período de mobilidade", explica Guilherme.

Aos 17 anos, Guilherme foi selecionado para Clark University, na costa leste dos Estados Unidos. No país, Guilherme começou o contato e a troca de informações com outros bolsistas brasileiros, que no futuro possibilitariam a criação da Rede. "Fora do meu ambiente acadêmico, juntei-me ao grupo de Pesquisadores e Universitários Brasileiros em Boston (PUBBoston), que por sua vez estavam nas melhores instituições dos Estados Unidos. Pude conhecer pesquisas e histórias fantásticas, bem como fazer networking com bolsistas do Ciência sem Fronteiras, estudantes de doutorado, post-docs e professores das universidades como Harvard University, MIT, Boston University, Brown, Yale, Boston College, entre outras. Tenho vínculos até hoje por causa do PUBBoston."

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Rede CsF
Hoje, a Rede CsF se configura como a principal organização de participantes e ex-participantes do Ciência sem Fronteiras. "Esperamos que a Rede possa integrar esses potenciais e gerar ações concretas para o desenvolvimento do nosso país. Temos respaldo e um bom diálogo com as agências de fomento e as universidades, e, de fato, nossa motivação maior é transformar o futuro do Brasil. Há potencial, há pessoal, há recursos. Precisamos agora conectar cada vez mais tudo isso e fazer acontecer", enfatiza.

Após pouco mais de um ano e meio de existência, a Rede conta com mais de 1890 membros registrados, além de contatos e parcerias com diversas instituições de ensino superior, gestores do programa, empresas, embaixadas e consulados brasileiros no exterior e outras redes. "Esperamos que muito mais esteja por vir! Os nossos membros são de todos os estados da federação e se relacionam com 23 países, além do Brasil. Hoje, a Rede CsF tem uma equipe de aproximadamente 40 ávidos colaboradores que se voluntariam com tempo, energia e motivação", enumera Guilherme.

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Iniciativas
A plataforma realiza iniciativas no âmbito virtual, como fóruns, videoconferências, entrevistas, e no âmbito presencial, como colóquios, encontros e workshops. Há o planejamento para um encontro nacional. Existem Núcleos Rede CsF ativos em instituições nos estados de São Paulo, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Pará, Paraíba e Rio de Janeiro, além de outros em processo de criação. "O núcleos são focados em internacionalização, organização de eventos, orientação pré-partida a bolsistas, compartilhamento de experiências, recepção de alunos estrangeiros e integração com a comunidade acadêmica. Por exemplo, este ano já foram organizados cinco Colóquios Rede CsF, em cinco diferentes estados, e a competição SwB UK Ambassador 2015, em parceria com a Embaixada Britânica." Enumera.

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De acordo com Guilherme, existe ainda uma mobilização para promover pesquisa, coletar dados e gerar indicadores do Ciência sem Fronteiras. "O projeto de pesquisa 'Melhoria CsF' realizou uma coleta dos dados e dos pontos de vista de bolsistas e ex-bolsistas, com objetivo de aprimorar e contribuir com o desenvolvimento do programa. Esta pesquisa gerou uma cartilha de orientação às universidades para auxiliar o processo de acompanhamento dos alunos de mobilidade acadêmica internacional, a ser lançada em breve."

A rede CsF é uma organização social civil não governamental e sem fins lucrativos. "Não temos funding próprio e, por isso a maior parte dos custos são cobertos com contribuições e doações voluntárias do nosso próprio bolso."

Ciência sem Fronteiras
Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de suas respectivas instituições de fomento – Capes e CNPq.
Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior. Dados do programa podem ser consultados no Painel de Controle do CsF.

(Pedro Arcanjo)