A ex-bolsista do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) Nayara de Souza aproveitou os conhecimentos obtidos com o intercâmbio realizado na Portland State University (PSU), nos Estados Unidos, para ajudar na capacitação dos colegas brasileiros do curso de Engenharia Ambiental na Universidade de Sorocaba (Uniso). No dia 23 de novembro, a estudante organizou um minicurso sobre a ferramenta CE-QUAL-W2, que mensura a qualidade de água em rios, lagos e reservatórios.

 

A ex-bolsista do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) Nayara de Souza aproveitou os conhecimentos obtidos com o intercâmbio realizado na Portland State University (PSU), nos Estados Unidos, para ajudar na capacitação dos colegas brasileiros do curso de Engenharia Ambiental na Universidade de Sorocaba (Uniso). No dia 23 de novembro, a estudante organizou um minicurso sobre a ferramenta CE-QUAL-W2, que mensura a qualidade de água em rios, lagos e reservatórios.

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Durante a graduação-sanduíche nos EUA, a estudante brasileira foi convidada para realizar estágio de pesquisa na universidade, onde utilizou a ferramenta CE-QUAL-W2. A instituição é considerada uma das melhores na área de Engenharia Ambiental nos Estados Unidos. "Minha experiência no exterior foi uma abertura de portas e oportunidades", conta.

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Nayara concluiu os estudos em inglês nos Estados Unidos como parte do CsF e foi premiada por seu esforço no aprendizado da língua, fator indispensável para o desempenho positivo que teve posteriormente na universidade. "Fui premiada duas vezes como aluna inspiração (Inspirational Student). Estudei Engenharia Ambiental na PSU, participei de vários grupos de estudos, culturais e esportivos, inclusive joguei rugby pela faculdade. Tive um convite do coordenador de engenharia ambiental e civil, Scott Wells, para participar de seu grupo de pesquisa na ferramenta CE-QUAL-W2 durante o período de meu estágio", enumera.

Integração
O período também foi de integração e troca cultural. "Ajudei na organização da festa de despedida de 140 brasileiros que iriam retornar ao Brasil, na qual tivemos comida e música brasileira. Convidamos professores e amigos americanos para que conhecessem um pouco de nossa cultura. Também fiz várias viagens e cresci muito pessoal e espiritualmente durante o intercâmbio. Participei de trabalhos voluntários na Oregon Food Bank e outros pelo grupo da igreja e, quando voltei ao Brasil, comecei a criar uma ONG com o apoio da embaixada americana em minha cidade (Sorocaba/SP), nos mesmos padrões que vivenciei lá em Portland."

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O minicurso organizado agora faz parte desse processo de converter à realidade brasileira aprendizados obtidos no exterior. "Queria achar uma maneira de contribuir e mostrar o quanto sou grata pelo investimento que meu país fez em mim. Por isso, organizei o minicurso em minha universidade no Brasil: para transmitir o conhecimento que aprendi na PSU. Também formei um grupo de pesquisa sobre CE-QUAL-W2 em minha universidade."

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A experiência de Nayara serviu também de inspiração familiar, o irmão dela também se tornou um bolsista do CsF em Portland. "Meu irmão estuda Engenharia da Computação e diz que se inspirou em mim para estudar e passar no programa Ciência sem Fronteiras e ir para a mesma faculdade que eu fiz, a Portland State University."

CsF
Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de suas respectivas instituições de fomento – Capes e CNPq. Ao todo, 101.446 bolsas foram concedidas em quatro anos, conforme meta inicial do programa.

Consulte nesta página matérias sobre a atuação dos bolsistas do CsF.

(Pedro Arcanjo)