O bolsista do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) Jeffson Figueiredo dos Santos foi nomeado para Lista de Honra da West Virginia University nos Estados Unidos da América a partir de sua atuação como estudante de graduação-sanduíche. A lista de honra é concedida apenas para alunos com alto desempenho acadêmico que conquistaram notas máximas nos cursos da universidade, não podendo ter reprovações, cursos incompletos ou trancamentos.

O bolsista do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) Jeffson Figueiredo dos Santos foi nomeado para Lista de Honra da West Virginia University nos Estados Unidos da América a partir de sua atuação como estudante de graduação-sanduíche. A lista de honra é concedida apenas para alunos com alto desempenho acadêmico que conquistaram notas máximas nos cursos da universidade, não podendo ter reprovações, cursos incompletos ou trancamentos.

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“Os nomeados têm seus nomes publicados pela universidade e a nomeação é adicionada ao histórico escolar do aluno. Essa nomeação é bastante valorizada, sendo ela considerada um diferencial para futuros cursos de mestrado, doutorado e pelas empresas americanas na hora de contratação”, explica Jeffson, que no Brasil é aluno do curso de Engenharia de Minas na Universidade Federal de Campina Grande, Paraíba.

Antes de iniciar as atividades acadêmicas no curso de engenharia, Jeffson pôde realizar curso de língua estrangeira para aprimorar a proficiência. “No curso de inglês daquela universidade obtive nota máxima em todas as disciplinas, assim como quando passei para as disciplinas de engenharia logo no primeiro período eu atingi uma nota geral considerada excelente pela universidade e logo no seguinte período atingi a nota máxima da universidade”, afirma.

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Esse desempenho levou a nomeação do estudante nome para lista de honra do curso naquela universidade. “ Recebi carta do presidente da universidade me parabenizando pelo desempenho e agora por último recebi o certificado e carta referentes a nomeação. Isso é muito importante pra mim, pois não só é uma recompensa pessoal mas também uma afirmação de que os ânimos brasileiros são capazes de se adaptar a qualquer universidade do mundo e atingir os mais diferentes níveis de estudo”, ressalta.

Rede de contatos
O estudante destaca a rede de contatos que passou a ter contato a partir da experiência no exterior. “O Ciência sem Fronteiras veio para abrir um leque de oportunidades e enriquecimento acadêmico pessoal, a experiência que vivi na universidade americana, West Virginia University, foi incrível. Pude ter contato com alunos de todo o mundo, com a cultura americana, com a língua e com excelentes professores americanos e de outras nacionalidades”, relembra.

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A recepção por parte dos estudantes e professores na universidade também é fonte de elogios por Jeffson. “Sempre ficavam admirados quando eu falava que o meu país era quem estava me dando aquela oportunidade de estudar lá. A troca de conhecimento foi muito rica, estive em contato com laboratórios, aulas práticas, viagens de campo, pesquisas e muitas outras atividades da universidade. Não me faltou nada para que não pudesse dar o meu melhor neste intercâmbio. Foi aí que conheci vários professores e alunos, aperfeiçoei imensamente meu inglês, e pude me dedicar às atividades acadêmicas.”

Estágio
O bolsista do CsF ainda teve a oportunidade de realizar estágio na University of Arizona em Tucson, onde conduziu o escaneamento 3D de uma mina subterrânea da universidade. “Meu trabalho foi elogiado pelos professores e fui convidado a num futuro próximo me candidatar para mestrado e doutorado naquela instituição. Toda a experiência foi fantástica e crucial para o meu desenvolvimento acadêmico”, define.

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De volta ao Brasil, Jeffson acredita que a nova visão de mundo a que são expostos os participantes do Ciência sem Fronteiras podem influenciar positivamente e gerar transformações nas instituições de ensino no Brasil. ”Novas tecnologias, desejo de inovação, métodos de ensino, novos conhecimentos, parcerias entre as universidade local e a do intercâmbio, enriquecimento cultural e social, esses são alguns dos aspectos que o programa está retornando ao país e que em breve serão vistos os resultados. A visão que cada participante ganhou será extremamente importante para o futuro do país”, conclui.

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CsF
Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de suas respectivas instituições de fomento – Capes e CNPq. Ao todo, 101.446 bolsas foram concedidas em quatro anos, conforme meta inicial do programa.

Consulte nesta página matérias sobre a atuação dos bolsistas do CsF.

(Pedro Arcanjo - CCS/Capes)