"As oportunidades que têm sido abertas pelo CsF, a resposta positiva ao Programa pelo amplo Setor de Educação Superior do Reino Unido (UK HE Sector) e os excelentes estudantes brasileiros que nós temos recebido no Reino Unido, em conjunto, contribuíram para nossa orgulhosa decisão de alocar no Brasil um de nossos quatro escritórios internacionais, juntamente com os escritórios dos Estados Unidos da América, China e Índia."

Em correspondência encaminhada à equipe do CsF, a vice-reitora, internacional, de King's College London, uma das mais tradicionais e renomadas intituições do Reino Unido, fala abertamente da importância e do impacto positivo do CsF nas relações educacionais entre o Reino Unido e o Brasil. Veja abaixo o depoimento da Dra. Newman. 

Ciência sem Fronteiras: mudando a forma como as Universidades do Reino Unido percebem a Educação Superior no Brasil

Por Joanna Newman (tradução CNPq)

Vice-Reitora, Internacional, King’s College London

 

Joanna-Newman“As oportunidades que têm sido abertas pelo CsF, a resposta positiva ao Programa pelo amplo Setor de Educação Superior do Reino Unido (UK HE Sector) e os excelentes estudantes brasileiros que nós temos recebido no Reino Unido, em conjunto, contribuíram para nossa orgulhosa decisão de alocar no Brasil um de nossos quatro escritórios internacionais, juntamente com os escritórios dos Estados Unidos da América, China e Índia.”

"The opportunities that have been opened up by SwB, the positive response to the programme by the wider UK HE Sector that I was able to help coordinate, and the excellent Brazilian students we have received in the UK have all contributed to our decision to proudly make Brazil the location of one of our four international offices, alongside our others in the USA, China and India."

 

Antes de unir-me ao King’s College London, uma das mais prestigiosas universidades do mundo, eu era responsável pela execução do Ciência sem Fronteiras (CsF) no Reino Unido, como parte de meu papel de Diretora da Unidade Internacional da Universities UK, agência Britânica para a Educação Superior. Eu supervisionei o acordo histórico entre nossos dois países e a implementação do programa em mais de 80 universidades na Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

Antes do CsF, o Reino Unido nunca havia hospedado um programa tão amplo de recursos financiados por apenas uma instituição. A decisão do Governo Brasileiro em conceder bolsas de estudos completas para mais de 100.000,00 estudantes de graduação e pós-graduação, dando aos mesmos a oportunidade de complementar sua educação superior com uma experiência no exterior, tem sido excelente e já está mostrando benefícios de longo alcance.

Apesar de ser um destino incrivelmente popular, graças ao CsF as universidades britânicas terão recebido perto de 10.000 estudantes Brasileiros entre 2012 a 2015, um acontecimento que muda, radical e positivamente, as relações entre nossos dois setores de educação superior. Como resultado de seus esforços acadêmicos, esses estudantes têm recebido excelente retorno de seus professores e supervisores no Reino Unido, e estão ganhando a reputação de alunos que elevam o padrão em salas de aula, seminários e laboratórios.

 Tenho a certeza de que a experiência internacional em um país estrangeiro também contribui para a capacidade dos alunos em pensar sobre seu próprio país a partir de uma perspectiva internacional, capacitando-os a identificar e compartilhar as coisas boas do seu próprio país e a pensar sobre as áreas que podem ser desenvolvidas e melhoradas.

O compartilhamento de perspectivas internacionais é essencial para um debate saudável e produtivo sobre as questões globais, enfrentadas por todos. Incentivar as mentes dos jovens a participarem ativamente desse debate é uma garantia, de médio prazo, de que a sociedade global será capaz de responder aos nossos desafios mais amplos.

Os estudantes não são os únicos que se beneficiam da experiência internacional oferecida pelo CsF. Temos visto uma forte conexão entre as equipes de relações internacionais das universidades desde que o programa foi lançado. Claramente, há um crescente interesse por – e habilidade em responder a – colaborações internacionais entre nossas respectivas universidades que ultrapassa os limites do CsF. Não é exagero afirmar que o programa tem ajudado as instituições brasileiras de educação superior a trazerem a internacionalização para o topo de suas agendas.

No King’s College London temos uma estratégia internacional forte, e parte do meu papel aqui, como Vice-Diretora Internacional, é expandir nossas parcerias de longo prazo que promovam a pesquisa e a mobilidade de estudantes e funcionários em todo o mundo. As oportunidades que têm sido abertas pelo CsF, a resposta positiva ao Programa pelo amplo Setor de Educação Superior do Reino Unido (UK HE Sector), e os excelentes estudantes brasileiros que nós temos recebido no Reino Unido, em conjunto, contribuíram para nossa orgulhosa decisão de alocar no Brasil um de nossos quatro escritórios internacionais, juntamente com os escritórios dos Estados Unidos da América, China e Índia.

Tenho certeza de que os colegas no Reino Unido farão eco ao meu posicionamento, louvando o CsF e sua contribuição para um debate global mais rico dentro do setor acadêmico. Eu também estou confiante de que o Brasil vai se beneficiar da inclusão dessas jovens mentes, agora internacionalmente experientes, na economia, na política do país e na comunidade científica.

Eu, pessoalmente, espero que o Ciência sem Fronteiras tenha um futuro longo e bem-sucedido à frente.

Joanna Newman

 

Tradução: Equipe CsF - CNPq

 

Texto original abaixo:

Science without Borders: changing the way UK universities see Brazilian Higher Education

By Joanna Newman

VP International, King’s College London

 

The opportunities that have been opened up by SwB, the positive response to the programme by the wider UK HE Sector that I was able to help coordinate, and the excellent Brazilian students we have received in the UK have all contributed to our decision to proudly make Brazil the location of one of our four international offices, alongside our others in the USA, China and India.”

 

Before joining King’s College London, one of the world’s most prestigious universities, I was responsible for delivering the Science without Borders (SwB) initiative in the UK as part of my role as Director of the International Unit of the British higher education agency Universities UK. I oversaw the historical agreement between our two countries and the programme’s implementation across more than 80 universities throughout England, Scotland, Wales and Northern Ireland.

Before Science without Borders, the UK had never hosted such a large funding programme financed by a single institution. The Brazilian government’s decision to provide full scholarships to over 100,000 undergraduate and postgraduate students, giving them the opportunity to complement their higher education experience abroad, has been an excellent one that is already showing far-reaching benefits.

Despite already being an incredibly popular destination, thanks to SwB UK universities will have received close to 10,000 Brazilian students from 2012 to 2015, a development that radically and positively changes the relation between our two higher education sectors. As a result of their academic efforts, these students have been receiving excellent feedback from their lecturers and supervisors in the UK, and have gained a reputation as students who raise the bar for others in the lecture theatre, seminar room and laboratory. I am positive that international experience in a foreign country also contributes to the students’ ability to think about their own country from an international perspective, enabling them to identify and share what is good about their home country and to think about areas that could be developed and improved.

The sharing of international perspectives is essential to a healthy and productive debate about the global issues that we all face. Encouraging young minds to be actively part of this debate is a medium-term guarantee that our global society will be able to respond to the wider challenges faced by all of us.

Students are not the only ones who benefit from the international experience SwB offers. We have also seen a stronger connection between universities’ international relations teams since the launch of the programme. There is clearly an increased appetite for – and an ability to respond to – international collaboration amongst our respective universities that goes beyond SwB. It is no exaggeration that the programme has helped push the internationalisation of Brazilian higher education institutions to the top of their agendas.

At King’s College London we have a strong international strategy, and part of my role here as Vice Principal International is to expand our long-term partnerships that promote student and staff mobility and research across the globe. The opportunities that have been opened up by SwB, the positive response to the programme by the wider UK HE Sector that I was able to help coordinate, and the excellent Brazilian students we have received in the UK have all contributed to our decision to proudly make Brazil the location of one of our four international offices, alongside our others in the USA, China and India.

I am positive that colleagues in the UK will echo me in praising SwB and its contribution to a richer global debate within the academic sector. I am also confident that Brazil will benefit from the inclusion of these now internationally-experienced young minds in the country’s economy, politics and scientific community.

I personally hope Science without Borders has a long and successful future ahead.

 

Joanna Newman

 

Luiz Henrique Vitti Felão passou um ano no país europeu como bolsista do programa federal. Pelo bom desempenho, recebeu o reconhecimento do Limerick Institute of Technology.

 Luiz Henrique Vitti Felão passou um ano no país europeu como bolsista do programa federal. Pelo bom desempenho, recebeu o reconhecimento do Limerick Institute of Technology.

ento do Limerick Institute of Technology.
por Ascom do MCTI

Publicação: 20/03/2015 | 18:02

Luiz Henrique conta que o interesse pelo CsF foi ao encontro de suas aspirações acadêmicas e profissionais. Crédito: Acervo pessoal

Em 2013, aos 24 anos, o estudante de engenharia elétrica da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), Luiz Henrique Vitti Felão, viajou pela primeira vez de avião. O destino, a cidade de Limerick, que fica a duas horas de Dublin, capital da Irlanda.

Na bagagem, muitos sonhos e expectativas. Não apenas de fazer turismo pelo país europeu, mas, principalmente, de aprender e interagir com professores, pesquisadores e estudantes de todo o mundo, durante o período de um ano em que estudaria no Limerick Institute of Technology (LIT) como bolsista do programa federal Ciência sem Fronteiras (CsF).

As horas dedicadas ao estudo foram recompensadas pelo rendimento atingido por Luiz Henrique. O aluno se destacou até mesmo entre os irlandeses e conseguiu um aproveitamento superior a 75% em todas as disciplinas cursadas na instituição.

O bom desempenho rendeu uma homenagem do professor Michael O'Connell, pró-reitor de estratégia e relações internacionais do LIT. Luiz ganhou um certificado e um cheque no valor de duzentos dólares, além do orgulho e da admiração do pai, Newton Rodrigues Felão Júnior.

Sonhos e realizações

O estudante conta que o interesse pelo CsF foi ao encontro de suas aspirações acadêmicas e profissionais. Paulista de Agudos e filho de um representante comercial e de uma professora, ele diz que sempre teve vontade de viajar para o exterior, mas não imaginava conhecer tantos lugares diferentes e ter uma experiência tão enriquecedora.

"Nunca pensei que fosse conseguir [fazer intercâmbio para o exterior], pensei que fosse algo distante de mim. Minha família sempre foi humilde e acredito que, sem o Ciência sem Fronteiras, eu não teria a oportunidade de conhecer outro sistema de ensino e outras culturas", reforça Luiz Henrique, acrescentando que, no período, também conheceu a Itália, a Escócia, a Bélgica, a Alemanha e a República Tcheca.

Paixão de infância

A paixão pela engenharia existe desde criança, diz Luiz Henrique, em especial, pela área de robótica. No ensino médio, ele fez o curso técnico em eletrônica em um colégio estadual em Agudos. A decisão de seguir a carreira de engenheiro elétrico se consolidou após o estágio na Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), em Gavião Peixoto (SP), no setor de Instrumentação e Ensaios em Voo. "O contato com uma empresa brasileira de grande porte me influenciou fortemente a continuar estudando e seguir a profissão de engenheiro".

Desde o início da faculdade, a atividade de pesquisa foi intensa. No Laboratório de Instrumentação e Engenharia Biomédica da Unesp, orientado pelo professor Aparecido Augusto de Carvalho, colocou em prática alguns conceitos vistos na graduação. Como bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Pibic/CNPq/MCTI), por três anos, ele participou de projetos de biomédica, desenvolvendo equipamentos para auxiliar a reabilitação em pacientes com dificuldades motoras.

Diferenças e planos para o futuro

Luiz se encantou pela Irlanda assim que chegou. No campus do Limerick Institute of Technology (LIT), ele notou algumas diferenças entre as instituições brasileiras e irlandesas: "Achei o ensino europeu muito voltado ao mercado de trabalho, com disciplinas mais práticas e quase todas as aulas realizadas em laboratórios. Outra grande diferença também é a proximidade das empresas com as universidades – a maior parte dos projetos de pesquisa é financiada por empresas".

Cursando hoje o último semestre de engenharia elétrica na Unesp em Ilha Solteira (SP), Luiz Henrique planeja seguir carreira acadêmica e espera "conseguir contribuir e ajudar a sociedade da mesma forma com que fui ajudado". Ele pretende iniciar um projeto de doutorado no Laboratório de Instrumentação Eletrônica e Engenharia Biomédica da Unesp, a convite do professor Aparecido de Carvalho, o mesmo que o orientou no projeto de iniciação científica.

Brasileiros na Irlanda

No início deste mês, o jornal irlandês The Irish Times publicou uma reportagem especial destacando a presença de estudantes brasileiros no país. Segundo a publicação, é cada vez maior o número de estudantes do CsF que escolhe a Irlanda para estudar.

A Irlanda ingressou no programa federal em 2013, quando 537 brasileiros se inscreveram para fazer graduação-sanduíche em universidades locais. Hoje, 26 instituições irlandesas de ensino superior participam do CsF. Os três principais destinos são University of Limerick, Waterford Institute of Technology e NUI Galway. Ciência, engenharia, tecnologia e matemática se destacam entre as áreas de conhecimento.

Fonte: MCTI

 

 

 

O Jornal de Manaus publicou no dia 19 de março de 2015 reportagem sobre a estudante de Biomedicina da Faculdade Estácio Amazonas, Thaís Sobanski (24 anos). Ela acaba de retornar de uma temporada de um ano e meio na Austrália, com bolsa do Programa Ciência sem Fronteiras em Graduação Sanduíche pelo CNPq. Ela estudou na Queensland University of Technology, considerada pelo Ranking de 2013 da revista Times Higher Education como a melhor universidade australiana com menos de 50 anos. A reportagem encontra-se disponível em http://acritica.uol.com.br/noticias/manaus-amazonas-amazonia-apos-um-ano-estudante-estacio-amazonas-australia-ciencia-fronteiras-governo-federal-educacao-intercambio_0_1311468845.html.

   O Jornal de Manaus publicou no dia 19 de março de 2015 reportagem sobre a estudante de Biomedicina da Faculdade Estácio Amazonas, Thaís Sobanski (24 anos). Ela acaba de retornar de uma temporada de um ano e meio na Austrália, com bolsa do Programa Ciência sem Fronteiras em Graduação Sanduíche pelo CNPq. Ela estudou na Queensland University of Technology, considerada pelo Ranking de 2013 da revista Times Higher Education como a melhor universidade australiana com menos de 50 anos. A reportagem encontra-se disponível aqui.